Em visita a MG, Dilma pode anunciar medidas para o café nesta quarta-feira

Publicado em 05/08/2013 18:22 e atualizado em 06/08/2013 13:42
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A presidente Dilma Rousseff estará em Minas Gerais nesta quarta-feira. Ela vai inaugurar em Varginha, no Sul de Minas, uma unidade da Universidade Federal de Alfenas (Unifal). O campus começou a funcionar em 2009, mas somente no ano passado ganhou sede própria, erguida com recursos do governo federal. São essas instalações que vão ser visitadas por Dilma amanhã. A presidente também aproveita a estada em solo mineiro para anunciar políticas para o setor cafeeiro.

A expectativa entre os produtores rurais é de que Dilma atenda às reivindicações do setor para elevar o preço mínimo de garantia de aquisição da saca de café, hoje fixado em R$ 307. No entanto, a agenda oficial da presidente não foi divulgada ontem e não havia confirmação desse anúncio. A inauguração, por sua vez, já foi acertada com a assessoria da universidade. Esta será a primeira visita da petista a Varginha depois de sua eleição, em 2010. Durante a campanha, ela participou de um comício na cidade de 106 mil habitantes.

Veja a notícia na íntegra no site do Estado de Minas

Anúncio com medidas de apoio à cafeicultura é adiado mais uma vez

O anúncio com as medidas de apoio à cafeicultura que seria feito pelo Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, nesta segunda-feira (5), foi cancelado mais uma vez. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do ministério na tarde de hoje. A expectativa agora é que as medidas para o setor sejam anunciadas somente na próxima quarta-feira (7), quando a presidente da República, Dilma Rousseff, fará uma visita ao estado de Minas Gerais.

Na Agência Brasil: Governo adia anuncio de medidas para setor cafeeiro

O anúncio de medidas para dar suporte ao setor cafeeiro, que atravessa uma crise, não ocorreu hoje (5), conforme havia sido anunciado pelo governo e era esperado pelos cafeicultores. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, compareceu à coletiva de imprensa convocada para detalhar as ações para informar que a divulgação ocorrerá somente ao longo da semana. O anúncio pode ocorrer na quarta-feira (7),  em visita da presidenta Dilma Rousseff a Varginha (MG). O adiamento revoltou os produtores rurais, que reivindicam estímulos para a safra há algum tempo.

Presente ao evento em que seria feita a divulgação, o engenheiro agrônomo e produtor de café Flávio Bahia, vice-presidente da Câmara do Café das Matas de Minas, disse que a colheita está terminando e que o grão está sendo vendido a preço muito baixo. “[A saca] foi vendida [por] em torno de R$ 240, R$ 250. O custo de produção chega a R$ 360, R$ 370. E o governo lançou um preço mínimo de R$ 307. Nós vamos pagar para trabalhar?”, questionou o cafeicultor, que declarou ter viajado 1,2 mil quilômetros para acompanhar o anúncio das medidas para o setor em Brasília.

Carlos Paulino, presidente da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), do sul do estado de Minas Gerais, disse que os cafeicultores da região também estão tendo prejuízo. “Estão vendendo por cerca de R$ 280. Já venderam bastante, porque o indivíduo precisa cumprir seus compromissos. Os empregados recebem semanalmente, quinzenalmente”, disse.

O governo sofreu desgaste com o setor cafeeiro em maio, quando, em lugar do preço mínimo reivindicado de R$ 340 para a saca de 60 quilos do café arábica, fixou o valor em R$ 307. Os produtores alegam que a quantia não cobre os custos de produção e aguardam o anúncio do pacote de medidas para compensar o patamar insatisfatório, entre elas, financiamento para retenção de safra. De acordo com Flávio Bahia, os produtores de café desejam também anistia ou prorrogação de suas dívidas por um período de 20 anos.

De acordo com o ministro Antônio Andrade, a decisão de suspender o anúncio previsto para hoje foi tomada após conversa com a presidenta Dilma Rousseff, a Casa Civil e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Para o bem do setor cafeeiro, não vamos fazer o anúncio agora. O que nós anunciaríamos aqui talvez contentasse alguns, mas não a todos”, disse o ministro da Agricultura.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: NA + Ag. Brasil +Estado de Minas

6 comentários

  • Christina Ribeiro do Valle Guaranesia - MG

    Sr. Dalzir,

    Patos de Minas e uma cidade populosa.Aqui no nosso interior ,nas cidades de menos de dez mil habitantes ,a presidenta Dilma foi a grande vitoriosa nas eleições .

    Mas se fosse hoje,não sei não...

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  • sidinei visintin Caseiros - RS

    Nao sou cafeicultor, mas dou uma ideia aos produtores de café:se cada produtor que possui propriedade as margens de estradas movimentadas colocar faixas ou tabelas descrevendo seu descontetamento com a forma que são tratados pelo governo pode ser que sejam tratados com mais respeito pois as eleições estao chegando e faixas de protesto em uma regiao gigantesca faz um estrago imenso, sem contar que qualquer um pode fazer.

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  • Christina Ribeiro do Valle Guaranesia - MG

    Quanto menor a cidade das montanhas do cafe,mais votos teve a Presidenta Dilma proporcionalmente. Foi uma unanimidade,venceu de lavada...

    O que virou a realidade atual...

    Porque ...esse descaso com os produtores de ...Café???

    No mês de Maio é quando começa a colheita ....

    Ate o mês de Agosto só tivemos anúncios de reuniões adiadas...

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  • Fabiano Ambrósio Teixeira Lajinha - MG

    Estes adiamentos que o Governo frequentemente faz em relação aos problemas com o café mostram a covardia deste feita com o produtor que fica desamparado sempre que precisa. A cultura que ostentou a riqueza deste país por centenas de anos e que ainda traz muitos recursos e emprega milhares de pessoas está jogada ao descaso e sujeito ao fracasso. A cafeicultura do Brasil pede socorro!!!

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  • Fernando Diniz Belo Horizonte - MG

    LAMENTÁVEL ESTE GOVERNO, EM NOME DOS CAFEICULTORES, FORA DILMA!!!!

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  • cordelio antonio lacerda Cristais - MG

    O ministro da agricultura nao passa de um grande espantalho ou um boneco de palha!!!

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