Café fecha em alta, mas primeiros contratos ficam abaixo de US$ 2 em NY
O mercado do café fechou em alta na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US) nesta sexta-feira (7), porém, os contratos para entrega mais próxima não conseguiram recuperar o patamar de US$ 2, atingido na quarta-feira (5).
O vencimento maio fechou em 196,85 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 130 pontos. O contrato julho fechou a 198,70, com alta de 120 pontos. Já os contratos setembro e dezembro conseguiram se manter acima dos US$ 2,00, com 200,40 cents e 202,25 cents, respectivamente. O contrato julho registrou a maior variação, de 685 pontos.
De acordo com Anselmo Magno de Paula, gerente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), o mercado está muito ansioso com as chuvas que estão atingindo grande parte da região cafeeira. “O mercado está se conscientizando dos estragos causados pela seca, mas ninguém sabe qual foi a real perda da safra brasileira”.
Agrônomos afirmam que as chuvas, mesmo em quantidades suficientes, não conseguirão recuperar o que já foi perdido nas lavouras, mas apenas estancar as perdas. Para Magno, é difícil saber como o mercado irá precificar o café neste cenário.
Além do fator climático, a especulação também é muito grande e exercendo muita influência sobre os preços. “Alguns dizem que esta alta para os US$ 2,00 foi exagerada, pois representa quase 100% de alta em relação aos patamares do ano passado”.
Segundo o analista Gil Barabach, da Safras& Mercado, cafés finos estão sendo negociados a R$ 470,00 a saca de 60kg. Cafés da safra nova já chegam a R$ 500,00.
Na Reuters: Executivo da OIC vê déficit de 2 milhões de sacas de café em 2014/2015
O mercado global de café deve ter um déficit de pelo menos 2 milhões de sacas (60 kg) na temporada 2014/15, disse nesta sexta-feira o presidente da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva (foto: Wenderson Araújo), a jornalistas.
Mais cedo, esta semana, o diretor da OIC Maurício Galindo havia dito que se esperava o primeiro déficit global em cinco anos em 2014/15 se a seca no Brasil, maior produtor mundial, continuar.
Galindo disse nesta sexta-feira que o consumo global subiu 2,4 por cento em 2013, ligeira alta ante os 2,2 por cento de 2012.
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