Café: Cooxupé indica produção 23% menor e apóia leves altas em NY

Publicado em 16/07/2014 09:39 e atualizado em 16/07/2014 11:43 791 exibições

Os principais contratos do café arábica na manhã desta quarta-feira (16) na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US) apresentam leve recuperação. As cotações variam entre 55 a 70 pontos de acréscimo. 

O vencimento setembro vale às 9h23 (horário de Brasília) 162,65 centavos de dólar por libra-peso. Dezembro trabalha a 166,35 cents/libra-peso. Março/2015 anota 169,65 cents/libra-peso e maio/2015 registra 171,80 centavos por libra-peso.

Os leves acréscimos podem estar apoiados na divulgação dos números da Cooxupé – maior cooperativa de café do mundo. Segundo eles, cerca de 50% da colheita já foi realizada e até o momento, a estimativa da cooperativa é de que a produção será 23% menor a do ano passado, para um total de 6,5 milhões de sacas de 60 quilos. E os números só não foram piores, porque neste ano, a cooperativa brasileira conquistou mais associados. 

Outra informação importante são as baixas temperaturas que chegam a algumas zonas cafeeiras. Até o momento, as lavouras não sofreram com o inverno deste ano, mas com os índices chegando perto de zero, o risco de geada é grande. 

Veja como fechou a sessão de ontem:

Café: fundos ditam preços em NY por falta de informações significativas

O mercado de café encerrou a sessão desta terça-feira (15) em baixa de 240 pontos para os principais contratos na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US). As cotações desses últimos dias foram as mais baixas desde fevereiro. 

O vencimento setembro fechou em 161,95 centavos de dólar por libra-peso. Dezembro registrou 165,70 cents/libra-peso. Março/2015 anotou 169,10 cents/libra peso, enquanto maio/2015 assinalou 171,20 centavos/libra-peso. 

Segundo analistas, as divulgações dos altos números na exportação brasileira, a falta de informações sobre o real volume da safra nacional e o clima seguindo estável são os principais fatores dos preços mais baixos. 

Somado a esse cenário, dados indicam que compradores se anteciparam nas aquisições de café no início do ano com receio de uma quebra grande e preços elevados. Sendo assim, o abastecimento seria suficiente para o momento. “Se por um lado você não tem compradores, por outro você também não tem produtores interessados na venda, ou seja, os fundos estão movimentando o mercado de acordo com seus interesses”, explicou Anselmo Magno de Paula, gerente de café da Cocapec/Franca (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas).

Enquanto isso, a colheita de café nas lavouras do país segue em algumas regiões, adiantada, em outras dentro da normalidade. Na região gerenciada por Anselmo, 40% da colheita já foi concluída com uma estimativa de quebra de 10%. 

“Aqui na região nós temos índices menores de quebra, porque esperávamos já uma safra recorde. No ano passado, nossa produção finalizou em 750.000 sacas de café e a estimativa deste ano é quase o dobro, de 1,3 a 1,4 milhão de sacas”, detalhou ele, que também concluiu reiterando que a bienalidade da região é muito certeira. 

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Por:
Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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4 comentários

  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Corrigindo:77& e não 87%

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    A informação da Cooperativa está incompleta, porque passa a impressão de que 87% do café foi colhido vai servir para exportação...E qual foi destes 87% o percentual de "escolha" ou café exclusivamente para consumo interno? 10, 20, 30 até 50%?

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Porque dependemos da Bolsa de Nova Iorque? Tenho plena convicção que se o govêrno quisesse, bancaria a Bolsa de Santos, botando ela para funcionar com sua estória e tudo!

    Em pouco tempo as negociações passariam a depender mais daqui do que de lá...E o lucro ficaria por aquí mesmo!

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  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Café: João Batista precisamos realmente de mais informações sobre o nosso produto, antes de vendê-lo! Não podemos mais negociá-lo no escuro, isto é, sem nenhum informe que abalize esta venda. Acho muito estranho que continuamos negociando como a cinqüenta anos atrás, ainda ouvindo rádio...Por favor, veja se é possível , este conceituado informativo criar uma seção específica para nós cafeicultores com dados colhidos nas Cooperativas e tendências diárias em gráficos para descomplicar o mercado do café!

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