Café: Com foco no clima, operam em alta; MG sofre com chuva de granizo

Publicado em 29/08/2014 07:48 e atualizado em 29/08/2014 14:46 818 exibições

Os futuros do café arábica registram uma manhã de leves altas na Bolsa de Nova Iorque nesta sexta-feira (29).  Por volta de 14h20 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/14 operava acima dos 200 cents com 200,20 centavos de dólar por libra-peso e alta de 20 pontos, o março/15 registrava 203,95 cents/lb, no positivo em 5 pontos. Os contratos com entrega mais distante, maio/15 anotava 205,90 cents/lb com alta de 25 pontos e o julho/15, 206,80 cents/lb e alta de 10 pontos.

O foco dos negócios continua sendo as condições climáticas não só no Brasil, mas em regiões de produção por todos o mundo. Segundo as últimas previsões, nas principais regiões produtoras, a seca ainda deve continuar por mais alguns dias. A informação sobre a seca na Guatemala, segundo maior produtor da América Central também influenciou a alta nos últimos dias.

Além disso, nesta quinta-feira (28), a região do Sul de Minas Gerais foi atingida por uma chuva de granizo de grandes proporções. Segundo as primeiras informações que chegaram à redação do Notícias Agrícolas por meio de produtores, os municípios de Eloi Mendes, Varginha, Carmo da Cachoeira, Três Corações e São Gonçalo do Sapucaí foram os mais atingidos.

De acordo o presidente do Sindicato Rural do município de Boa Esperança-MG, Manoel Joaquim da Costa, as chuvas podem afetar ainda mais as lavouras da região que sofrem com a seca e registram perdas na safra atual. "Tenho a informação de que a chuva foi forte e pode ter muito prejuízo para a região. Ainda não sabemos qual a quantidade de hectares que essa chuva atingiu, mas os produtores já se movimentam para quantificar as perdas", afirma.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Café: NY fecha em alta pelo 3º dia consecutivo e dá sinais de consolidação

Por Jhonatas Simião

Nesta quinta-feira (28), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou suas operações com alta e volatilidade durante o dia em seus principais contratos dando sequência aos ganhos do dia anterior. É o terceiro dia consecutivo que as cotações fecham em alta.

Todos os contratos, exceto setembro/14, encerraram a sessão acima dos 200 cents por libra peso. A posição dezembro/14 encerrou o dia com 200,00 cents de dólar por libra peso, o patamar mais elevado desde 15 de maio e o março/15 anotou 203,90 cents/lb, ambos com alta de 185 pontos. O contrato maio/15 registrou 205,65 cents/lb com alta de 190 pontos e o julho/15 encerrou a sessão com alta de 205 pontos em 206,70 cents/lb.

O mercado segue atento às condições climáticas que podem afetar a oferta global de café. Nas principais regiões produtoras do Brasil a seca deve continuar pelos próximos dias. A informação sobre a seca na Guatemala, segundo maior produtor da América Central também influenciou a alta nos últimos dias.

Segundo o analista de mercado, Marcus Magalhães, da Maros Corretora, o mercado permanece na defensiva a espera de fatos novos, mas já começa se consolidar.  “Há 20 dias atrás o mercado trabalhava orbitando em US$ 1,80 e US$ 1,85 por libra peso e no dezembro ele está ao redor de US$ 2 por libra peso. Então houve um ganho representativo em função da insegurança climática e seus desdobramentos no que se refere as floradas precoces que ocorreram em importantes regiões produtoras de Minas Gerais e o mercado busca consolidar os US$ 2 por libra peso em Nova York e ter uma maior consolidação”, afirma.

Mercado físico

Nos últimos dias os preços externos do arábica subiram com força em razão das expectativas de quebra da safra no Brasil, o que também impulsionou os valores domésticos, segundo informações reportadas pelo Cepea nesta quinta-feira. A maior parte das praças registraram alta ou mantiveram os preços estáveis da saca de 60 kg. Em Poços de Caldas-MG, por exemplo, a alta foi de 4,55% no café tipo 6, bebida dura e a saca é vendida a R$460,00 e em Guaxupé-MG a alta foi de 0,43% e R$ 469,00 a saca. Nas outras localidades os preços ficaram estáveis.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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