Café: NY observa clima no Brasil; Demanda global deve crescer 2,5%

Publicado em 13/10/2014 10:55 e atualizado em 13/10/2014 18:10 625 exibições

Na manhã desta segunda-feira (13), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica registra alta. Por volta das 14h, o contrato dezembro/14 registrava 221,10 cents de dólar por libra peso com alta de 70 pontos, o março/15 anotava 224,90 cents/lb com valorização de 70 pontos. O maio/15 trabalhava com elevação de 65 pontos com 226,70 cents/lb e o julho/15 tinha alta de 55 pontos operando com 227,90 cents de dólar por libra peso. A previsão é de que o clima continue seco e quente no Brasil durante esta semana determina os ganhos.

As principais regiões produtoras encontram-se em florada, o primeiro anúncio do tamanho da próxima safra. No entanto, elas ainda são pequenas — as chuvas não induziram floradas com bom ‘pegamento’. O que deixa os cafeicultores preocupados.

Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), o déficit na temporada 2015/16 pode ser o maior em nove anos. Enquanto isso, a demanda global de café deve crescer 2,5% (4,95 milhões de toneladas) neste ano de acordo com dados da Euromonitor International.

Na sessão anterior, o mercado fechou em baixa com realização de lucros após altas de mais de mil pontos nos últimos dias. As cotações tiveram alta acumulada na semana em meio as informações climáticas desfavoráveis para a cafeicultura. 

Veja como fechou o mercado na sexta-feira:

Café: Bolsa de NY fecha semana em alta

Por Jhonatas Simião

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou esta sexta-feira (10) com preços mais baixos em um dia de realização de lucros. O contrato dezembro/14 registrou 220,40 cents de dólar por libra peso e o março/15 anotou 224,20 cents/lb, ambos com baixa de 125 pontos. O maio/15 encerrou o dia cotado a 226,05 cents/lb com desvalorização de 115 pontos e o julho/15 teve queda de 95 pontos com 227,35 cents/lb.

De acordo com analistas, a realização de lucros com vendas de fundos e de especuladores é um movimento natural devido às altas expressivas registradas nos últimos dias.

Segundo o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, o fechamento no negativo foi pontual visto que a questão climática ainda repercute na Bolsa de Nova York. “Hoje foi um dia de baixa, mas se compararmos uma semana com a outra a alta é de 1390 pontos. A bolsa trabalhou em alta durante o pregão inteiro”. Ainda de acordo com Carvalhaes, não há previsão de chuva para os próximos 15 dias.

Com as altas temperaturas e falta de chuva, as plantações de café estão cada vez mais prejudicadas para a próxima safra. O produtor rural Alexandre Maroti, em mensagem enviada pelo Fala Produtor em nosso site diz que não sabe se conseguirá produzir café futuramente. “O café a três anos atrás tinha o preço de hoje, mas na época comprávamos uma tonelada de adubo a mil reais e hoje o mesmo produto sai por R$ 1540,00”. (Veja abaixo a foto da lavoura do cafeicultor).

De acordo com o Engenheiro Agrônomo da Coopemar, Aurélio Giroto, a próxima safra preocupa os cafeicultores da região de Marília-SP visto que não há previsão de chuva pelo menos pelos próximos 15 dias. "Esperamos chuva com volume considerável nos próximos dias porque a situação está preocupante”.

A região recebeu duas floradas nos últimos dias. A última cerca de 15 dias atrás foi a que teve maior ‘pegamento’ com a chuva de volume razoável que passou pela região. No entanto, com a falta de chuva e as altas temperaturas restam dúvidas quanto ao ‘pegamento’. "O déficit hídrico é grande, a planta precisa de uma reserva de água para o chumbinho se transformar em fruto", afirma Giroto.

Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), o déficit na temporada 2015/16 pode ser o maior em nove anos. Enquanto isso, a demanda global de café deve crescer 2,5% (4,95 milhões de toneladas) neste ano de acordo com dados da Euromonitor International.

Mercado interno

De acordo com Eduardo Carvalhaes, o mercado físico não acompanhou NY, os compradores ficam na esperança que o mercado possa cair e a semana foi marcada por poucos negócios com o produtor também atento e segurando sua produção para saber os números da próxima safra.

Nesta sexta-feira (10), as altas mais expressivas foram registradas em Varginha-MG para o cereja descascado e o arábica. Na cidade, o arábica tipo 6 duro está cotado a R$ 530,00 a saca de 60 kg com valorização de 3,92% em relação ao dia anterior. O tipo cereja descascado teve valorização de 3,77% e fechou com R$ 550,00 a saca.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou alta na quinta-feira (9) e está cotado a 511,05 a saca de 60 kg e valorização de 1,39%.

Arábica tipo 4/5 encerra no campo misto na BM&F Bovespa

As cotações do café arábica tipo 4/5 na BM&F Bovespa finalizaram no campo misto, com realização de lucros nos contratos mais próximos. O vencimento dezembro/14 encerrou cotado a US$ 251,65 a saca de 60 kg com baixa de 0,53%, o março/15 finalizou a sessão com US$ 257,05 e 0,94% pontos negativos. O setembro/15 anotou US$ 276,70 a saca e teve 0,62% de valorização. Não houve negociação para o tipo 6/7.

Liffe fecha em baixa seguindo NY

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) registraram baixa na sessão desta sexta-feira (10). O contrato novembro/14 está cotado a US$ 2.163 por tonelada com desvalorização de 18 pontos e o janeiro apresentou baixa de 15 pontos e está cotado a US$ 2180.

Tags:
Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário