Café: NY recupera parte dos ganhos da sessão anterior; negócios no mercado interno estão baixos

Publicado em 23/10/2014 09:56 e atualizado em 23/10/2014 15:16 139 exibições

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica opera no campo misto na manhã desta quinta-feira (23). Por volta das 10h54, o contrato dezembro/14 registrava 192,00 cents de dólar por libra peso com alta de 90 pontos, o março/15 anotava 196,15 cents/lb com valorização de 85 pontos, o maio/15 trabalhava com elevação de 85 pontos cotado a 198,50 cents/lb e o julho/15 tinha avanço de 130 pontos com 200,60 cents/lb.

De acordo com o analista de mercado, Gilson Fagundes, as incertezas com relação à questão climática causam volatilidade nas cotações. "O cenário não deve ser diferente durante a semana", afirma.

>> Precipitações deverão ser insuficientes para reverter os prejuízos causados pela estiagem no café e volatilidade persiste no mercado

Na sessão anterior, o mercado fechou com baixa de quase mil pontos com o rompimento da linha de suporte em meio a informações de chuva regular no final do mês e intensa volatilidade. A expectativa dos operadores era que essa chuva possa minimizar o déficit hídrico nos cafezais e induzir a florada que está atrasada.

Segundo o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Sérgio Carvalhaes, no lado interno os preços caíram porque os compradores estão tirando as ofertas. Assim, os negócios realizados são insignificantes. Nos últimos dias os preços nas principais praças estavam razoáveis. No entanto, o cafeicultor preferia não negociar a pouca produção que resta de 2014 à espera de novidades.

"Os negócios devem continuar parados esta semana, estamos em meio a um processo de decisão eleitoral. Não devemos ter grandes novidades", explica.

Veja como fechou o mercado do café na última quarta-feira:

Café: Dezembro fecha com preço mais baixo desde setembro com previsão de chuva para os próximos dias

Por Jhonatas Simião

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica encerrou esta quarta-feira (22) com queda acentuada devido a previsão de chuva para os próximos dias. O contrato dezembro/14 registrou 191,10 cents de dólar por libra peso com queda de 850 pontos, o março/15 anotou 195,30 cents/lb com desvalorização de 845 pontos. O maio/15 encerrou a sessão cotado a 197,65 cents/lb e o julho/15 teve 199,30 cents/lb, ambos os contratos com queda de 840 pontos. É o preço mais baixo do vencimento dezembro/14 desde 26 de setembro.

Pela manhã, os preços registraram ligeira alta, depois operaram no campo misto. Os operadores precificavam que a chuva que caiu nos últimos dias nas principais regiões cafeeiras do país não minimizou a insuficiência de água. Mas no final do dia a tônica foi de baixa com o rompimento da linha de suporte com informações de chuva regular no final do mês, informação reportada na segunda-feira pelo Notícias Agrícolas.

De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Sérgio Carvalhaes, o dia foi de volatilidade com o fator especulativo relacionado às chuvas. "No período da tarde, antes de fechar a sessão, chegou à bolsa notícias de chuva em Minas Gerais nos próximos dias e assim, houve o rompimento da linha de suporte e os preços caíram bastante", afirma. Quando há o rompimento de linha em um vencimento os computadores derrubam instantaneamente as cotações dos outros.

Caravalhaes acredita que o mercado espera uma novidade para que no futuro preços mais altos sejam registrados visto que a safra do próximo ano pode ter quebra. "Os agrônomos já acreditam em safra baixa em 2015. No entanto, será preciso confirmar esses números para que o mercado esboce altas", diz.

De acordo com previsão climática da Somar Meteorologia reportada pela Reuters, as regiões produtoras de café em Minas Gerais devem receber chuvas de cerca de 30 mm entre os dias 26 e 30 de outubro que devem cobrir a maior parte do Estado. No início de novembro volumes ainda mais altos entre 70 mm e 100 mm também devem ser registrados.

A principal florada do café está atrasada na maior parte das cidades produtoras. De acordo com o professor da Universidade Federal de Lavras, José Donizete Alves, a grande floração dos cafezais em Minas Gerais deve acontecer nos próximos dias, mas sem garantia de 'pegamento'.

>> Principal florada dos cafezais em MG deve acontecer nos próximos dias mas sem garantia de pegamento

Com o atraso da florada e ainda em condições climáticas desfavoráveis para boa produtividade na safra de 2015, levantamentos são divulgados apontando queda significativa. O banco holandês Rabobank divulgou seu relatório trimestral outubro-dezembro em que destacou que a safra do próximo ano tende a ser menor que a atual pelo clima desfavorável até agora.

Mercado interno

Segundo Carvalhaes, no lado interno os preços caíram porque os compradores estão tirando as ofertas. Assim, os negócios realizados são insignificantes. Nos últimos dias os preços nas principais praças estavam razoáveis. No entanto, o cafeicultor preferia não negociar a pouca produção que resta de 2014 à espera de novidades.

"Os negócios devem continuar parados esta semana, estamos em meio a um processo de decisão eleitoral. Não devemos ter grandes novidades", explica.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou baixa na terça-feira (22) e está cotado a 462,02 a saca de 60 kg com desvalorização de 2,04%.

Tipo 4/5 finaliza no campo misto na BM&F

As cotações do café arábica tipo 4/5 registraram cotações no campo misto nesta quarta-feira (22) na BM&F Bovespa. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia com US$ 221,50 a saca de 60 kg e alta de 0,23%, o março/15 anotou US$ 227,00 e queda de 2,13% e o setembro/15 registrou recuo de 2,02% com US$ 242,00 a saca. O tipo 6/7 não teve negócios.

Robusta registra baixa

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) fecharam a sessão desta quarta-feira (22) com queda. Segundo informações de agências de notícias, a previsão de chuva no Brasil pressionou o mercado. O contrato janeiro/15 está cotado a US$ 2.039,00 por tonelada e o março/15 tem US$ 2.060,00 por tonelada, ambos com desvalorização de 20 pontos.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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