Pesquisa, produção e indústria contribuem para protagonismo do Brasil na cafeicultura mundial

Publicado em 28/10/2014 12:34 76 exibições

O consumo anual de café no Brasil é um dos que mais crescem mundialmente, especialmente nas últimas duas décadas, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), parceria do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Em 1990, o consumo interno brasileiro era de 8,2 milhões de sacas e, em 2013, atingiu 20,1 milhões de sacas de 60 quilos. Esses números tornam o País o segundo maior consumidor mundial, devendo chegar à primeira posição nos próximos anos, ao superar os EUA.

A partir de 1997, instituições de pesquisa, ensino e extensão criaram o Consórcio Pesquisa Café e geraram tecnologias inovadoras que também contribuíram, direta e indiretamente, com o esforço da Abic, nos últimos 25 anos, para elevar o consumo no País, além de outros benefícios gerados para os Cafés do Brasil. A conjugação de esforços da pesquisa com a produção (mais de 285 mil cafeicultores), em sintonia com a indústria torrefadora, permitiu desenvolver cultivares de café cada vez mais produtivas e melhores, o que tem permitido sucessivos recordes da cafeicultura brasileira de aumento de produção, exportação e consumo interno.

Segundo o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, o pilar central do fornecimento de matéria-prima de qualidade para as indústrias de torrefação e moagem são os produtores rurais que adotam as tecnologias geradas pela pesquisa. "Os trabalhos de pesquisa são fundamentais para a diversificação, melhoria da qualidade e aumento da produtividade das lavouras. Assim, é imprescindível uma parceria entre pesquisa agronômica, produtores e indústria para a melhoria da qualidade e agregação de valor ao produto, em sintonia com as demandas de mercado", explica Bartholo.

Tudo que é Puro é Melhor. Inclusive seu Café - Para os próximos anos, visando incrementar ainda mais o consumo de café, de forma que o País também se torne o maior consumidor mundial, a Abic lançou campanha de marketing "Tudo que é Puro é Melhor. Inclusive seu Café". A campanha associa o conceito de pureza, qualidade, aroma e sabor do café, a emoções puras, como carinho, amizade, amor e alegria, presentes na memória afetiva das pessoas. Veiculada nacionalmente em diversas mídias, visa à valorização dos programas de certificação da entidade, com destaque para o Selo de Pureza, lançado há 25 anos e até hoje ativo e consistente.

Segundo o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, a melhoria da qualidade e a ampliação da oferta de produtos inovadores e diferenciados contribuíram para esse incremento na produção e consumo. Para ele, tais avanços têm influenciado o perfil do consumidor no País. "Sem dúvida alguma, a contribuição da pesquisa tem sido a de melhorar as cultivares de café e incrementar a sustentabilidade e a produtividade. Isso amplia a oferta de grãos melhores, o que permite à indústria aprimorar a qualidade tanto dos cafés tradicionais quanto dos conceituados cafés superiores e gourmets".

Selo de Pureza ABIC (SPA) - Lançado em agosto de 1989, o Selo de Pureza ABIC foi a primeira certificação da área de alimentos e bebidas. Sua criação foi uma resposta da entidade aos consumidores que, em meados da década de 1980, vinham abandonando o hábito de tomar café por acreditar que o produto puro era exportado e que o brasileiro só consumia cafés de baixa qualidade, impuros ou com misturas - conforme constatado em pesquisa de opinião. O objetivo, desde o início, é o monitoramento contínuo das marcas para inibir a ação de empresas que adulteram seus produtos. O Programa continua sendo fundamental para o combate à fraude e à comercialização de cafés de baixa qualidade e com alto percentual de impurezas. Até outubro de 2014, o Selo de Pureza da Abic monitorou 454 empresas e 1152 marcas.

Programa de Qualidade do Café (PQC) - Em 2014, segundo a Abic, 102 empresas fazem parte do Programa de Qualidade do Café. Até outubro deste ano, 545 marcas de café foram certificadas. Dessas, 148 são produtos classificados como gourmet, 127 de qualidade superior e 270, tradicional. Em 2000, as marcas eram voltadas apenas para café tradicional, sem essa diferenciação de qualidade.

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Embrapa

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