Café: Seguindo outros mercados, Bolsa de Nova York vira no fim do dia e recua mais de 200 pts nesta 3ª

Publicado em 02/08/2016 18:06
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Após registrarem leves altas durante o dia, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta terça-feira (2) com queda de 200 pontos e estenderam as perdas de cerca de 300 pontos da véspera. Com essa nova queda, os vencimentos mais próximos da variedade se distanciam ainda mais do patamar de US$ 1,50 por libra-peso.

O contrato setembro/16 fechou o dia cotado a 141,25 cents/lb com queda de 220 pontos, o dezembro/16 teve 144,60 cents/lb com baixa de 215 pontos. O vencimento março/17 registrou 147,60 cents/lb, enquanto o maio/17, mais distante, anotou 149,35 cents/lb com 205 pontos de recuo.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, o dia nos mercados globais foi marcado pelos investidores ajustando suas apostas em aberto diante da insegurança no crescimento global e as incertezas sobre os juros dos Estados Unidos. No café, o cenário não foi diferente. "O suporte de 140,00 cents/lb na posição setembro/16 foi mantido, o que deixou a sensação no ar entre os operadores de que recompras poderão ser vistas no curtíssimo prazo", afirma Magalhães.

O mercado do arábica iniciou a sessão de hoje do lado azul da tabela e chegou a recuperar parte das perdas registradas na véspera com suporte do câmbio e das incertezas em relação ao potencial produtivo do Brasil na safra 2017/18. "O café arábica subiu inicialmente com ajustes técnicos, mas a expectativa de ampla oferta no Brasil e a pressão de outros mercados de commodities maiores empurraram os preços para baixo, devolvendo os ganhos do rally de sexta-feira, disseram operadores à agência de notícias Reuters.

O dólar comercial chegou a esboçar alta de quase 1% durante a manhã e também dava suporte aos preços externos da variedade hoje. No entanto, acabou fechando o dia praticamente estável. Com o recuo nos preços do petróleo, o dólar comercial recuou 0,18%, cotado a R$ 3,2661 na venda. As oscilações da moeda estrangeira tendem a impactar as exportações da commodity.

Em todo o mês de julho (21 dias úteis), as exportações de café em grão do Brasil totalizaram 1,73 milhões de sacas, com receita de US$ 271,4 milhões. O número representa uma queda de 30,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1º) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os ajustes técnicos prevaleceram na sessão desta terça-feira. No entanto, segundo agências internacionais, os investidores continuam atentos ao Brasil. O clima tem contribuído para o avanço da colheita da safra 2016/17, por outro lado também há incertezas em relação ao potencial produtivo da safra 2017/18 do país.

Segundo a Safras & Mercado, a colheita brasileira de café estava em 70% até dia 26 de julho. Tomando como base a estimativa da Companhia de 54,9 milhões de sacas de 60 kg para o Brasil nesta safra, é apontado que já foram colhidas 38,27 milhões de sacas.

A semana começa no cinturão produtivo com tempo seco e temperaturas em elevação na maior parte das áreas. No Norte do Espírito Santo e Sul da Bahia, podem ocorreram chuvas fracas e dispersas. As informações são da Somar Meteorologia.

Mercado interno

Nas praças de comercialização do Brasil seguem lentos os negócios com café. "O setor produtivo vem, dia a dia,  aumentando a liquidez do mercado, mas apesar desta postura vendedora, os níveis de preços praticados vêm se mantendo sustentados em reais", afirma Marcus Magalhães.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 560,00 a saca – estável . A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com queda de 1,95% e R$ 554,00 a saca.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 562,00 a saca e alta de 0,36%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com recuo de 2,58% e saca a R$ R$ 491,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Araguari (MG) com R$ 515,00 a saca e desvalorização de 0,93%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com alta de 2,00% e saca cotada a R$ 510,00.

Na segunda-feira (1º), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 489,81 com queda de 0,89%.

Bolsa de Londres

A Bolsa de Londres (ICE Futures Europe) para o café robusta, antiga Liffe, fechou o dia com leve alta. O contrato setembro/16 anotou US$ 1828,00 por tonelada e alta de US$ 10, o novembro/16 teve US$ 1853,00 por tonelada com avanço de US$ 10 e o novembro/16 anotou US$ 1868,00 por tonelada com valorização de US$ 8.

Na segunda-feira (1°), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 419,95 com queda de 0,21%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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