Café: Bolsa de Nova York recua mais de 300 pts nesta manhã de 5ª e completa quarta sessão seguida de queda

Publicado em 04/08/2016 10:27
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Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda de mais de 300 pontos nesta manhã de quinta-feira (4) e estendem as perdas registradas na sessão anterior. Com essa nova baixa, motivada por ajustes técnicos, os preços externos da variedade já completam a quarta sessão seguida de queda, e o vencimento mais próximo já perde o patamar de US$ 1,40 por libra-peso.

Por volta das 10h20, o contrato setembro/16 estava cotado a 137,20 cents/lb com queda de 320 pontos, o dezembro/16 tinha 140,65 cents/lb também com baixa de 320 pontos. O contrato março/17 registrava 143,75 cents/lb com 320 pontos de desvalorização, enquanto o maio/17, mais distante, anotava 145,65 cents/lb com 310 pontos de recuo.

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Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Café: Bolsa de Nova York completa terceira sessão seguida de queda nesta 4ª, mas se mantém acima de US$ 1,40/lb

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam do lado vermelho da tabela pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira (3). O mercado segue atento ao câmbio, mas também realizou ajustes técnicos durante a sessão. Apesar da baixa, os preços externos da variedade, mais uma vez, se mantiveram acima do patamar de US$ 1,40 por libra-peso.

O vencimento setembro/16 fechou o dia cotado a 140,40 cents/lb com queda de 85 pontos, o dezembro/16 teve 143,85 cents/lb com baixa de 75 pontos. O contrato março/17 registrou 146,95 cents/lb com 65 pontos de desvalorização, enquanto o maio/17, mais distante, anotou 148,75 cents/lb com 60 pontos de recuo.

Sem muitas novidades fundamentais que possam estimular uma reação no mercado, as cotações do arábica têm oscilado nos últimos dias acompanhando o câmbio e realizando ajustes técnicos. Apesar de fechar em baixa, o dólar comercial chegou a avançar 0,82% durante o dia. A moeda estrangeira encerrou o dia cotada a R$ 3,2408 na venda com queda de 0,77%.

As oscilações no câmbio sempre tendem a influenciar nas cotações externas do grão, pois impactam as exportações. Em julho (21 dias úteis), inclusive, as exportações de café em grão do Brasil totalizaram 1,73 milhões de sacas, com receita de US$ 271,4 milhões. O número representa uma queda de 30,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na segunda-feira (1º) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para o analista de mercado João Santaella, como o café trabalhou no sentido inverso de outros ativos, correções para cima podem ser registradas na sessão de amanhã (4). No entanto, as cotações não devem esboçar oscilações expressivas. "Pelos gráficos, ainda acredito que vamos continuar neste range entre 139,00 e 140,00 cents/lb para 150,00 cents/lb", afirma Santaella.

Segundo agências internacionais de notícias, as cotações do arábica na ICE também realizaram lucros na sessão desta quarta-feira diante da proximidade das Olimpíadas no Brasil, que é o maior produtor e exportador da commodity no mundo. Após subirem bastante nos últimos dois meses e os fundos aumentarem suas posições compradas no mercado, ajustes para baixo são de certa forma naturais.

No lado fundamental, em menor intensidade, também pesa sobre o mercado o avanço da colheita da safra 2016/17, que tem apresentado melhora. A colheita dos cooperados da Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé) totalizou 67,6% da área total na semana encerrada em 29 de julho, um avanço de 14,2% em relação à semana anterior.

De acordo com mapas climáticos, o tempo deve continuar seco nos próximos dias nas áreas produtoras, o que favorece os trabalhos no campo. No Sul, uma frente fria pode causar chuva mais intensa e abrangente no próximo fim de semana.

Mercado interno

As praças de comercialização do Brasil continuam registrando negócios isolados, mas houve uma melhora nos negócios nos últimos dias. "No lado interno, os preços estão sustentados e com a liquidez aumentando dia a dia", explica o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 560,00 a saca – estável . A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com queda de 1,89% e R$ 520,00 a saca.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 551,00 a saca e recuo de 1,96%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com recuo de 2,91% e saca a R$ R$ 500,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Araguari (MG) com R$ 520,00 a saca e valorização de 0,97%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com baixa de 2,94% e saca cotada a R$ 495,00.

Na terça-feira (2), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 490,05 com alta de 0,05%.

Bolsa de Londres

A Bolsa de Londres (ICE Futures Europe) para o café robusta, antiga Liffe, fechou o dia praticamente estável. O contrato setembro/16 anotou US$ 1825,00 por tonelada e queda de US$ 1, o novembro/16 teve US$ 1853,00 por tonelada com avanço de US$ 2 e o novembro/16 anotou US$ 1872,00 por tonelada com valorização de US$ 4.

Na terça-feira (2), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 421,49 com avanço de 0,37%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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