Café: Bolsa de NY estende perdas da véspera nesta manhã de 3ª e opera abaixo de US$ 1,50/lb

Publicado em 09/08/2016 09:16
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda próxima de 50 pontos nesta manhã de terça-feira (9) e estendem as perdas registradas na sessão anterior. Com essa nova baixa, motivada por fatores técnicos e pelo câmbio, os quatro primeiros vencimentos do mercado estão abaixo do patamar de US$ 1,50 por libra-peso.

Às 09h00, o vencimento setembro/16 registrava 140,50 cents/lb, o dezembro/16 anotava 144,20 cents/lb e o março/17 tinha 147,35 cents/lb, ambos com queda de 60 pontos. Já o contrato maio/17 estava cotado a 149,10 cents/lb com 65 pontos de desvalorização.

Na sessão anterior, as cotações do arábica perderam cerca de 150 pontos acompanhando o financeiro e realizando ajustes técnicos.  "No caso do café, o dia foi de acomodação especulativa após as grandes oscilações presenciadas na semana passada, nos terminais internacionais de Nova York e Londres", disse ontem (8) o analista  o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

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Veja como fechou o mercado na segunda-feira:

Café: Cotações do arábica perdem cerca de 150 pts nesta 2ª em NY, mas se mantém acima de US$ 1,40/lb

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam o pregão desta segunda-feira (8) com queda próxima de 150 pontos, mas permaneceram acima do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. O mercado realizou ajustes técnicos diante do avanço na sessão anterior, mas também sentiu a pressão do câmbio durante a sessão.

O contrato setembro/16 anotou 141,10 cents/lb com 140 pontos de baixa, o dezembro/16 teve 144,80 cents/lb com 135 pontos negativos. Já o vencimento março/17 encerrou o dia cotado a 147,95 cents/lb também com 135 pontos de desvalorização, enquanto o maio/16 registrou 149,75 cents/lb com 130 pontos negativos.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, os investidores nos mercados globais continuam na defensiva à espera de fatos novos, o que impede oscilações expressivas. "No caso do café,  o dia foi de acomodação especulativa após as grandes oscilações presenciadas na semana passada, nos terminais internacionais de Nova York e Londres", afirma.

Apesar da baixa, as cotações do arábica na ICE conseguiram se manter acima de US$ 1,40/lb. "Os suportes macros do mercado estão sendo mantidos, deixando a sensação entre os operadores de que um grande processo de consolidação de expectativas está em curso", pondera Magalhães.

Além das questões técnicas, o câmbio também exerceu pressão sobre o mercado. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 3,1677 na venda com queda de 0,04%. No entanto, na mínima do dia, a moeda chegou a registrar R$ 3,1599. As oscilações do dólar impactam diretamente nas exportações da commodity.

Em julho (21 dias úteis), as exportações de café em grão do Brasil totalizaram 1,73 milhões de sacas, com receita de US$ 271,4 milhões. Os dados foram divulgados na segunda-feira (1º) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na semana passada, as cotações do grão tiveram perda acumulada de pouco mais de 2% com o mercado realizando ajustes técnicos, acompanhando as informações sobre a colheita da safra 2016/17 do Brasil e atento ao câmbio. O dólar acumulou queda de 2,28% na semana.

Segundo agências internacionais, o avanço da colheita no Brasil também atua como fator baixista para as cotações no terminal externo. Segundo estimativa da Safras & Mercado divulgada na quinta-feira (4), a colheita brasileira 2016/17 foi indicada em 76% até 2 de agosto, uma evolução de 6% em relação à semana anterior. É apontado que já foram colhidas 41,47 milhões de sacas.

De acordo com mapas climáticos, a instabilidade volta nesta semana em algumas áreas produtoras do Brasil. Podem ocorrer chuvas fracas e dispersas sobre o Paraná, São Paulo, Sul do Espírito Santo e Sul e Zona da Mata de Minas Gerais.

Mercado interno

As praças de comercialização do Brasil iniciaram a semana com poucos negócios. "Os preços internos do café vêm se mantendo sustentados, independente se robusta ou arábica, mas o sentimento geral é que os mesmos estão equacionados dentro de suas possibilidades de curto prazo", pondera Marcus Magalhães.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 600,00 a saca – estável . A maior variação no dia ocorreu em Guaxupé (MG) e Poços de Caldas (MG) com queda de 0,91% e saca a R$ 547,00 e R$ 525,00, respectivamente.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Franca (SP) com R$ 510,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com queda de 1,00% e saca a R$ 497,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Araguari (MG) com R$ 520,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Patrocínio (MG) com R$ 500,00 a saca e queda de 1,96%.

Na sexta-feira (5), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 484,60 com alta de 0,55%.

Bolsa de Londres

A Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, para o café robusta fechou o pregão desta segunda-feira praticamente estável. O contrato setembro/16 anotou US$ 1825,00 por tonelada com avanço de US$ 2, o novembro/16 teve US$ 1855,00 por tonelada com US$ 2 positivos e o janeiro/17 anotou US$ 1874,00 por tonelada com valorização de US$ 3.

Na sexta-feira (5), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 421,25 com queda de 0,06%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • miguel moura abdalla piraju - SP

    Mercado externo realiza negócios com prêços acima do da bolsa de New York
    Mercado interno tenta se posicionar de acordo com sua bebida, encontrando total dificuldade para fazer seu blend pois já não existe o café conelon de boa qualidade

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    • VICTOR ANGELO P FERREIRA VICTORVAPFNEPOMUCENO - MG

      Não adianta chorar...a Bolsa manda e a demanda a muito tempo foi pras cucuias...Urnas eletrônicas dizem que é forjada, UFC, aquele luta livre importada dos EEUU é uma palhaçada que dá dinheiro pra uns apostadores, a Mega sena controla os ganhos pra uns e outros, uma verdadeira gangue agindo aqui e acolá...Porque o café, o nosso cafezinho do dia a dia ficaria livre desta máfia...Me engana que eu gosto...Antigamente um comprador daqui mesmo comprou um palacete em Lavras com os ganhos da alta do café depois de uma geada mais ou menos nas mesmas proporções que esta, que também comprometeu a colheita futura...Não é atoa que querem vender tudo em troca de café futuro, porque já saberm que ano que vem a produção vai ser pífia...Eu mesmo já cai nesta arapuca com 125 sacas em troca de fertilizante...Se, olhem bem o SE, se ano que vem esperam uma grande safra, nunca, nunquinha ofereceriam produtos em troca de café...Estou correndo atrás pra cancelar esta bobagem de vincular produto a fertilizantes...O real é bem mais garantido, porque esperem o café disparar para ano que vem...

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