Café: Após queda na véspera, Bolsa de Nova York sobe cerca de 100 pts nesta manhã de 5ª feira

Publicado em 18/08/2016 09:07
94 exibições

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 100 pontos nesta manhã de quinta-feira (18) e recuperam parte das perdas registradas na sessão anterior. Ainda assim, os vencimentos mais próximos continuam distantes do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. O mercado segue atento ao câmbio, mas também repercute as incertezas em relação à safra 2016/17 do Brasil com chuvas sendo registradas no cinturão produtivo.

Os principais institutos meteorológicos apontam que áreas produtoras do país devem ter clima instável nos próximos dias e isso assusta os cafeicultores, pois ainda há café para ser colhido ou que está no chão. Linhas de instabilidade provocaram chuvas em áreas produtoras de café na segunda-feira (15) e terça-feira (16) e a condição deve voltar no fim de semana.

Por volta das 09h04, o contrato setembro/16 registrava 136,10 cents/lb com 105 pontos de alta, o dezembro/16 tinha 139,05 cents/lb com 95 pontos de avanço. Já o vencimento março/17 estava cotado a 142,30 cents/lb e o maio/17 anotava 144,20 cents/lb, ambos com 100 pontos positivos.

» Clique e veja as cotações completas de café

Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Café: Vencimentos próximos do arábica em NY perdem patamar de US$ 1,40/lb nesta 4ª com pressão do câmbio

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) recuaram pouco mais de 250 pontos na sessão desta quarta-feira (17) e fecharam abaixo do patamar de US$ 1,40 por libra-peso nos vencimentos mais próximos. O mercado realiza ajustes técnicos, mas também sentiu forte a pressão do câmbio durante a sessão, que impacta diretamente nas exportações da commodity.

O vencimento setembro/16 encerrou o pregão de hoje cotado a 135,05 cents/lb com queda de 235 pontos, o dezembro/16 anotou 138,10 cents/lb com 265 pontos de recuo. Já o março/17 registrou 141,30 cents/lb com 260 pontos de desvalorização, enquanto o maio/17 teve 143,20 cents/lb com 255 pontos negativos.

O dólar comercial foi o principal fator de pressão para as cotações do arábica na ICE nesta quarta-feira. A moeda estrangeira voltou a beliscar os R$ 3,20 repercutindo as incertezas sobre os juros nos Estados Unidos. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,2355, mas reduziu os ganhos após divulgação do Fed (Federal Reserve), Banco Central dos Estados Unidos, indicar que não há indicadores suficientes para sustentar a alta nos juros do país. Com isso, o dólar encerrou a R$ 3,2115 na venda com alta de 0,54%.

O dólar mais valorizado em relação ao real tende a dar maior competitividade às exportações da commodity, em contrapartida, pressiona os preços externos. Em julho passado, os embarques do Brasil totalizaram 1,91 milhões de sacas. O volume representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 2,55 milhões de sacas. Os dados são do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Segundo analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, além do câmbio, os operadores no terminal externo também estão atentos ao clima no Brasil, que pode impactar a colheita da safra 2016/17 que está próxima do fim, e o mercado também realiza ajustes técnicos ante a falta de volatilidade nos últimos dias.

"Acredito que os próximos dias deverão ser marcados por essas tendências já que inexistem no radar fatos novos de peso para impor um ritmo mais animado ao mercado", explica Magalhães. Na véspera, o arábica na Bolsa de Nova York fechou com alta próxima de 50 pontos nos principais vencimentos.

Com a melhora climática nos últimos meses, os trabalhos de colheita caminham no Brasil estão próximos do fim. Na Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé), 82,11% da área dos cooperados já havia sido colhida até o dia 12 de agosto. O número representa um avanço de quase 7% de uma semana para a outra. Nesse mesmo período do ano passado, 72,65% da área dos cooperados tinha os trabalhos concluídos.

No entanto, os principais institutos meteorológicos apontam que o cinturão produtivo do Brasil deve ter clima instável nos próximos dias e isso assusta os cafeicultores pois ainda há café para ser colhido ou que está no chão. Linhas de instabilidade provocaram chuvas em áreas produtoras de café na segunda-feira (15) e terça-feira (16) e a condição deve voltar no fim de semana.

Mercado interno

Os negócios com café no Brasil seguem limitados e os preços registraram curtas oscilações nos últimos dias. Com isso, o cafeicultor prefere aguardar melhores patamares para voltar às praças de comercialização com mais força. "Apesar de a liquidez estar fraca, os preços internos estão frágeis e sem grandes perspectivas para o curtíssimo prazo", pondera Marcus Magalhães.

O presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, afirmou à Reuters na segunda-feira passada (8), durante evento em São Paulo, que os produtores da Cooperativa têm relutado em vender o produto abaixo do nível de R$ 500,00 a R$ 510,00 a saca, mas o ritmo de comercialização é "normal".

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 550,00 a saca e queda de 5,17%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 531,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com queda de 1,02% e saca a R$ 485,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Araguari (MG) com recuo de 0,97% e R$ 510,00 a saca. A maior oscilação no dia ocorreu em Patrocínio (MG) e em Varginha (MG), ambas com baixa de 1,03% e saca a R$ 480,00.

Na terça-feira (16), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 468,44 com queda de 0,15%.

Por Jhonatas Simião
Fonte Notícias Agrícolas

Nenhum comentário