Café: Cotações do arábica em NY voltam ao campo positivo nesta 6ª após baixa pela manhã

Publicado em 19/08/2016 12:28
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve alta nesta tarde de sexta-feira (19) após iniciarem o dia em baixa realizando ajustes técnicos. O campo positivo voltou com força ao mercado na sessão de ontem (18) devido a previsão de chuvas no cinturão produtivo. Além disso, recompras de fundos também garantem o tom positivo aos preços.

Por volta das 12h, o contrato setembro/16 registrava 139,15 cents/lb com 100 pontos de alta, o dezembro/16 tinha 142,20 cents/lb com 75 pontos de avanço. Já o vencimento março/17 estava cotado a 145,30 cents/lb também com 75 pontos de valorização, já o maio/17 anotava 147,10 cents/lb com 70 pontos positivos.

De acordo com mapas climáticos, algumas áreas produtoras do Brasil devem receber chuvas até domingo motivadas por uma frente fria que avança pelo Centro e Sul do país. Os acumulados podem chegar a até 30 milímetros em São Paulo e Sul de Minas Gerais.

Os cafeicultores temem que além de afetar os trabalhos de colheita da safra atual, as chuvas possam induzir floradas para a próxima temporada que depois teriam abortamento. No entanto, para o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, José Braz Matiello, a florada, caso apareça, não será a principal e não deve representar impactos significativos para a próxima temporada. "O problema da safra neste momento é a desfolha das plantas", pondera Matiello.

Com isso, ele estima que o cinturão produtivo tenha perdas de 30% em relação à produção desse ano. "Se fosse arriscar hoje, eu daria de 5 a 10 milhões de sacas a menos no arábica. As plantas estressaram muito com a condição climática. Alguns produtores já estão antecipando a poda", conta o especialista.

O câmbio exerce pouca influência sobre as cotações do arábica na ICE nesta sexta-feira. Às 11h39, a moeda norte-americana caía 0,17%, vendida a R$ 3,2278, repercutindo as intervenções realizadas pelo Banco Central do Brasil. As oscilações do dólar tendem a encorajar ou desencorajar as exportações da commodity brasileira.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, recompras de fundos são registradas no terminal externo e também garantem a alta para as cotações. Já do lado interno, o cenário não apresenta mudanças. "O mercado interno do café deverá ter dia lento e com preços internos frágeis", afirma.

Na quinta-feira (18), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 472,40 com alta de 0,85%.

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Por Jhonatas Simião
Fonte Notícias Agrícolas

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