Café: Após se aproximar de US$ 1,50/lb pela manhã, Bolsa de Nova York recua cerca de 200 pts nesta 3ª

Publicado em 30/08/2016 12:40
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Após iniciarem o dia em alta e estenderem os ganhos registrados nas últimas três sessões, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) passaram a recuar cerca de 200 pontos nesta tarde de terça-feira (30). Os preços externos da variedade passaram a cair após se aproximarem do patamar de US$ 1,50 por libra-peso. Além disso, o dólar passou a subir e também atua como fator baixista para as cotações.

Por volta das 12h11, o contrato setembro/16 registrava 142,35 cents/lb com 165 pontos de baixa, o dezembro/16 tinha 143,50 cents/lb com 160 pontos de recuo. Já o vencimento março/17 estava cotado a 146,60 cents/lb com 165 pontos de desvalorização e o maio/17 anotava 148,60 cents/lb com 155 pontos negativos.

As cotações do café arábica no terminal externo avançaram nos últimos dias repercutindo as incertezas em relação ao potencial produtivo da próxima safra do Brasil, que pode ser impactado pelas condições climáticas adversas. "Os futuros do café arábica estão ligeiramente mais altos com o mercado sustentado por preocupações quanto às perspectivas para a safra 2017/18 no maior produtor do Brasil", reportou a Reuters nesta manhã.

Diante dessas incertezas, os vencimentos mais distantes testaram o patamar de US$ 1,50 por libra-peso, mas demostraram fraqueza técnica e passaram a despencar nesta tarde de terça. Ainda assim, os lotes com vencimento no ano que vem continuam próximos desse nível.

Além disso, o câmbio também pressiona os preços externos do café arábica. Às 11h50, o dólar comercial subia 0,79%, vendido a R$ 3,258. A moeda estrangeira mais valorizada tende a dar maior competitividade às exportações da commodity, mas pressiona as cotações.

Segundo mapas climáticos, essa semana promete ser de chuva forte em áreas produtoras do Paraná e Oeste de São Paulo, com acumulados entre 20 e 50 milímetros. No entanto, em Minas Gerais, principal estado produtor do grão, no Espírito Santo e na Bahia, as chuvas devem ser fracas e esparsas. Na segunda metade da semana, as temperaturas devem cair em todo o cinturão produtivo. 

As chuvas previstas para algumas áreas produtoras nesta semana não devem impactar tanto a colheita da safra 2016/17. Os trabalhos no robusta já foram concluídos e no arábica estão próximos do fim. Segundo estimativa da Safras & Mercado, divulgada na quinta-feira (25), a colheita brasileira estava em 91% até dia 23 de agosto. Com a previsão de produção de 54,9 milhões de sacas de 60 kg no Brasil da consultoria nesta temporada, é apontado que já foram colhidas 50,06 milhões de sacas. Os trabalhos evoluíram 5% em relação à semana anterior.

No mercado interno, os negócios com café seguem isolados e segundo o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, esta terça-feira promete dia promete ser mais um dia lento. Na segunda-feira (29), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 483,21 com alta de 0,15%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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