Café: Bolsa de Nova York realiza ajustes nesta manhã de 5ª após subir por oito sessões seguidas

Publicado em 08/09/2016 10:28
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Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com queda próxima de 100 pontos nesta manhã de quinta-feira (8) após avançarem por oito sessões consecutivas e ficarem próximas do patamar de US$ 1,60 por libra-peso. Apesar da queda, as cotações externas da variedade continuam próximas de US$ 1,55/lb.

O mercado já esperava que os preços do arábica na ICE pudessem realizar ajustes no curto prazo. James Cordier, fundador da OptionSellers.com, disse em entrevista à Reuters na quarta-feira (7) que os ganhos nos preços do café arábica poderiam perder força em breve, apontando os estoques abundantes do grão nos países consumidores.

Por volta das 10h21, o contrato dezembro/16 registrava 153,85 cents/lb com 125 pontos de queda, o março/17 tinha 157,05 cents/lb com 125 pontos de recuo. Já o vencimento maio/17 estava cotado a 158,90 cents/lb com 120 pontos de desvalorização e o julho/17 anotava 160,60 cents/lb com 115 pontos negativos.

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Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Café: Bolsa de NY estende ganhos e fecha em alta pela oitava sessão consecutiva

Por Larissa Albuquerque

Os futuros do café arábica negociados na Bolsa de York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta quarta-feira (7) consolidando a oitava alta consecutiva.

Repercutindo as incertezas quanto a produção brasileira na safra 2017/18, os principais vencimentos fecharam com valorizações entre 135 a 150 pontos.

O vencimento setembro/16 encerrou a sessão de hoje em 153,85 cents/lb com 140 pontos de alta, o dezembro/16 teve 155,10 cents/lb com 135 pontos de avanço. Já o vencimento março/17 encerrou o dia cotado a 158,30 cents/lb valorizando 145 pontos, e o maio/17, mais distante, anotou 160,10 cents/lb com 150 pontos positivos.

Assim como no pregão anterior, havia a expectativa de possíveis ajustes técnicos para baixo após as sequentes altas em NY. No entanto, os participantes do mercado continuaram apostando nas incertezas em relação a safra 2017/18 do Brasil.

Conforme relatou a Fundação Procafé, as primeiras floradas ocorreram com pelo menos duas semanas de antecedência, tornando-as vulneráveis as condições climáticas.

"As temperaturas no Brasil devem continuar moderadas nesta semana favorecendo a última parte da colheita, que deve ficar mais ativa. No entanto, o tempo vira e deve ficar seco novamente, e há uma preocupação dos impactos disso na floração", alertou o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, em seu boletim divulgado na terça (6).

Além da bienalidade negativa, os cafeicultores brasileiros temem que uma alteração nos padrões climáticos possam causar o abortamento da florada. Fator que impactaria diretamente na produção da próxima safra.

Dessa forma, as últimas sessões dos futuros do arábica na Bolsa de Nova York vem refletindo o temor de abastecimento no próximo ano. Além disso, James Cordier, fundador da OptionSellers.com, disse em entrevista à Reuters nesta quarta que que os ganhos nos preços do café arábica também foram motivados por vendas especulativas em meio as recentes altas, e que o rali pode perder força em breve, apontando os estoques abundantes do grão nos países consumidores.

Bolsa de Londres

A Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, para o café robusta também fechou o pregão desta quarta-feira em alta. O contrato setembro/16 anotou US$ 1902,00 por tonelada com alta de US$ 35, o novembro/16 teve US$ 1912,00 por tonelada com avanço de US$ 23 e o janeiro/17 anotou US$ 1934,00 por tonelada, também com valorização de US$ 23.

Na terça-feira (6), o Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 426,65 com alta de 0,40%.

Mercado interno

Excepecionalmente nesta quarta-feira, o mercado interno não funcionou em função do feriado da Independência.

Confira como foram os negócios na terça (6):

Por Jhonatas Simião

Apesar das valorizações externas, o mercado no Brasil segue com negócios isolados após esboçarem liquidez um pouco maior no fim da semana passada. "Um misto de véspera de feriado no Brasil com início da semana especulativa, já que ontem foi feriado nos Estados Unidos, deu a tônica e literalmente paralisou as negociações que já vinham lentas", diz Marcus Magalhães.

Para o analista de mercado de café do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP), Renato Garcia Ribeiro, o cenário nos preços internos não devem esboçar muitas mudanças nos próximos dias. "O café já vem se comportando na casa de R$ 490,00 e R$ 500,00 desde junho. Portanto, acredito que esse quadro não deve apresentar mudanças no curto prazo", diz Garcia.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 600,00 a saca e alta de 1,69%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com queda de 3,01% e saca a R$ 547,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 584,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com avanço de 1,92% e saca a R$ 530,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação na cidade de Guaxupé (MG) com R$ 529,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu nem Poços de Caldas (MG) com R$ 496,00 a saca e queda de 1,98%.

Na segunda-feira (5), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 498,64 com queda de 0,26%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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