Procon aponta que 30,7% do café em MG está impróprio para o consumo

Publicado em 29/09/2016 10:24 e atualizado em 29/09/2016 12:46
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Levantamento analisou 241 amostras de café entre 2014 e 2015. Produto teve o maior índice de reclamação no setor de alimentos em 2013.

Uma investigação feita pelo Procon em Minas Gerais apontou que 30,7% das amostras de café produzido no estado e analisadas pelo órgão são impróprias para o consumo. Nelas foram encontradas impurezas, larvas e parasitas.

Em 2013, o produto teve o maior número de denúncias registradas no Procon no segmento de alimentos. A avaliação foi feita em 241 amostras de café torrado e moído entre 2014 e 2015.

De acordo com a apuração, 4,2% do café registraram alto índice de ocratoxina A, substância tóxica e cancerígena. O levantamento também apontou que 2,1% das amostras tinham milho. Em alguns casos, 6,04% do peso total do produto correspondia a elementos estranhos ao café.

Leia a matéria na íntegra no site G1-MG

A ABIC, assim como o PROCON - MG, combate a fraude no café como um princípio de respeito aos consumidores 

A Associação Brasileira da  Indústria de Café - ABIC tomou conhecimento do resultado do estudo divulgado ontem (28/09) pelo PROCON - MG, a respeito do Programa de Monitoramento do Café Torrado e Moído no Estado de Minas Gerais. O estudo indicou que 30,7% (74 marcas), das 241 amostras analisadas, continham impurezas acima do limite legal.

A ABIC e o Sindicato da Indústria de Café do Estado de Minas Gerais - SINDICAFE-MG informam que estes dois organismos foram os que mais encaminharam denúncias aos PROCONs e Ministério Público de Minas Gerais desde 2010, para informar sobre as irregularidades. Portanto, a ABIC aplaude a ação do PROCON-MG de divulgação das marcas impróprias para consumo e coloca-se ao seu lado para combater a fraude e oferecer cafés de melhor Qualidade.  "A ABIC não comunga com a fraude no café, que deve ser puro como exigência mínima de qualidade", diz Ricardo Silveira, presidente da ABIC.

A ABIC mantém desde 1989 o Programa de Autorregulamentação do Selo de Pureza, que coleta e analisa 3.000 amostras de café por ano, denunciando as marcas irregulares e penalizando as associadas que forem detectadas impuras. A entidade entende que a fraude deva ser combatida porque não se admite cafés com impureza.Dessa forma, a ABIC, assim como o PROCON, mantém os programas de qualidade porque atua permanentemente em defesa dos consumidores.

"Felizmente, das 12 marcas denunciadas pelo PROCON-MG como sendo participantes do Programa do Selo de Pureza, 6 (seis) delas já foram excluídas da ABIC, enquanto outras 2 (duas) já estão respondendo a processo por impureza", informa o presidente da ABIC.

O estudo  do PROCON-MG conclui que apesar de poucas exceções "a probabilidade de se encontrar um café de baixa qualidade com o Selo da ABIC é bem menor".

 

Fonte: G1 - MG + ABIC

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