Café: Apreensão com safra 17/18 volta ao mercado e Bolsa de Nova York sobe cerca de 200 pts nesta tarde de 4ª feira

Publicado em 05/10/2016 12:59 e atualizado em 05/10/2016 17:34
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta de cerca de 200 pontos nesta tarde de quarta-feira (5) após fecharem praticamente estáveis na véspera. O mercado tem trabalhado nos últimos dias sem direcionamento definido, mas já volta a repercutir as incertezas em relação à safra 2017/18 de café do Brasil e o câmbio. Com esse novo avanço, os preços externos da variedade já estão próximos do patamar de US$ 1,55 por libra-peso.

Pelo horário de Brasília, às 12h29, o vencimento dezembro/16 estava cotado a 150,15 cents/lb com alta de 270 pontos, o março/17 registrava 153,35 cents/lb com alta de 255 pontos. Já o contrato maio/17 estava sendo negociado a 155,20 cents/lb com 245 pontos de avanço e o julho/17, mais distante, também subia 245 pontos cotado a 156,95 cents/lb.

Nos últimos dias, áreas de café das principais origens produtoras do Brasil receberam bons volumes de chuva, o que fez com que os preços no terminal externo recuassem, pois havia a expectativa dentre os operadores de que a condição das lavouras para a próxima temporada seria melhor. No entanto, a preocupação com a próxima temporada voltou a tomar conta do mercado, segundo reportam agências internacionais.

"Algumas previsões de chuva nas áreas de café do Brasil criaram nesta semana um interesse maior pelas vendas com ideias de que a floração pode começar agora com essas melhores condições climáticas. No entanto, as chuvas devem deixar áreas de cultivo do Brasil hoje e o tempo seco deve voltar", explicou o analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Além das apreensões com o clima no Brasil, o mercado também repercute nesta quarta-feira o câmbio, que impacta diretamente nas exportações da commodity. Às 12h19, a moeda norte-americana caía 0,63%, cotada a R$ 3,2345, em processo de ajustes ante a véspera e o dado pior que o esperado sobre emprego no setor privado dos Estados Unidos.

No Brasil, seguem lentas as negociações com café após a queda do dólar ontem e o fechamento praticamente estável da Bolsa de Nova York. O produtor brasileiro aguarda por melhores patamares para voltar a ofertar mais ativamente suas produções. "Baixas nas bolsas e chuvas na zona produtora dão uma cara de ressaca ao mercado interno do café", explicou ontem (4) o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

Na terça-feira (4), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 497,11 e valorização de 0,95%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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