Café: Bolsa de Nova York sobe cerca de 100 pts nesta manhã de 2ª feira após queda de 2% na semana passada

Publicado em 10/10/2016 07:54
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Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 100 pontos nesta manhã de segunda-feira (10) e estendem os ganhos registrados na sessão anterior. Na semana passada, as cotações do arábica no terminal externo oscilaram entre alta e baixa acompanhando as incertezas em relação à safra 2017/18 do Brasil, realizando ajustes técnicos e acompanhando o câmbio. Com isso, no acumulado da semana, os preços da variedade perderam pouco mais de 2%.

"Algumas previsões de chuva nas áreas de café do Brasil criaram nesta semana um interesse maior pelas vendas com ideias de que a floração pode começar agora com essas melhores condições climáticas. No entanto, as chuvas devem deixar as áreas de cultivo do Brasil e o tempo seco deve voltar", explicou em seu informativo durante a semana passada o analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Pelo horário de Brasília, às 07h51, o vencimento dezembro/16 estava cotado a 148,75 cents/lb com alta de 75 pontos, o março/17 registrava 152,20 cents/lb com avanço de 85 pontos. Já o contrato maio/17 estava sendo negociado a 154,00 cents/lb com 70 pontos de alta e o julho/17, mais distante, subia 90 pontos cotado a 156,00 cents/lb.

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Veja como fechou o mercado na sexta-feira:

Café: Bolsa de Nova York fecha semana com queda de mais de 2% com câmbio e operadores atentos à safra 17/18

Em ajustes, acompanhando o câmbio e, principalmente, as condições climáticas para a safra 2017/18 do Brasil, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a semana com queda acumulada de pouco mais de 2%, ainda que as cotações tenham fechado no território positivo nesta sexta-feira (7). Os principais vencimentos saíram da casa de US$ 1,55 por libra-peso na semana passada e registraram hoje cerca de US$ 1,50/lb.

Nesta sexta-feira (7), o contrato dezembro/16 encerrou a sessão de hoje cotado a 148,00 cents/lb com 160 pontos de alta, o março/17 anotou 151,35 cents/lb com 160 pontos de avanço. O vencimento maio/17 fechou o dia com 153,30 cents/lb com 160 pontos de valorização e o julho/17, mais distante, registrou 155,10 cents/lb com ganhos de 165 pontos. O mercado reagiu em ajustes técnicos e com suporte do câmbio.

Entre altas e baixas durante a semana, os preços externos do café arábica repercutiram em primeiro plano as dúvidas em relação à safra 2017/18 do Brasil. No início da semana, áreas produtoras do país receberam chuvas que fez com que os preços no terminal externo recuassem, pois havia a expectativa dentre os operadores de que a condição das lavouras para a próxima temporada seria melhor.

No entanto, a preocupação com a próxima temporada voltou a tomar conta do mercado já na quarta-feira, segundo reportam agências internacionais, com o clima um pouco mais seco voltando e algumas regiões e perdas registradas às lavouras da safra 2017/18 do Brasil com chuvas de granizo no Sul de Minas Gerais e áreas de São Paulo.

"Algumas previsões de chuva nas áreas de café do Brasil criaram nesta semana um interesse maior pelas vendas com ideias de que a floração pode começar agora com essas melhores condições climáticas. No entanto, as chuvas devem deixar áreas de cultivo do Brasil e o tempo seco deve voltar", explicou em seu informativo durante a semana o analista de mercado e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Na semana passada, Jack Scoville já apontava que essas previsões de chuvas mexeriam com o mercado. Ainda assim, na última sexta-feira (30), os preços externos do grão tiveram valorização moderada em Nova York. Para ele, houve certo desinteresse por parte de investidores visto que o cenário até o momento era de clima mais seco para o cinturão produtivo no Brasil.

A Zona da Mata de Minas Gerais foi a primeira já recebeu a principal florada da safra 2017/18. Os produtores da localidade estão animados e afirmam que a produção tem saúde e condições de dar um bom retorno no próximo ano. Ainda assim, a maior parte das regiões produtoras do país ainda não tiveram a principal florada. Mapas climáticos apontam que choveu cerca de 15 milímetros na maioria das regiões produtoras de café do Brasil. Para os próximos dias, há previsão de chuvas em localidades da Bahia, Nordeste de Minas Gerais e Norte do Espírito Santo, com acumulados de pelo menos 20 milímetros.

Além das questões climáticas, o câmbio também impactou os preços externos do café arábica na Bolsa de Nova York. Na semana, o dólar comercial registrou queda de 0,9% em relação ao real, acompanhando a queda nas vagas de trabalho nos Estados Unidos, deixando o Fed (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, mais cauteloso sobre o aumento da taxa de juros. Nesta sexta, a moeda norte-americana caiu 0,18%, a R$ 3,2166 na venda. O dólar mais baixo em relação ao real tende a dar maior competitividade às exportações da commodity.

Revisão na estimativa do IBGE

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estimou a safra 2017/18 em 48,9 milhões de sacas, aumento de 2,3% frente ao mês anterior. No mês, a estimativa da produção do arábica apresenta crescimento de 3,3%, enquanto que, para o canephora (conillon), a projeção é de redução de 2,7%.

Em Minas Gerais, maior produtor do arábica, a colheita das lavouras se aproxima do final, confirmando a excelente safra do produto, recuperando-se após dois anos de produção em baixa. O estado aguarda colher 1,7 milhão de toneladas, ou 28,5 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 3,7% frente ao mês anterior. A estimativa da produção do conillon, que tem como maior produtor do país, o Espírito Santo, continuou apresentando queda nas variáveis área colhida, produção e rendimento médio.

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Leilões da Conab

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) colocou à venda nesta quinta-feira (8) cerca de 90 mil sacas de 60 kg de café arábica através de leilões nas modalidades viva-voz e mista com arrecadação de mais de R$ 40 milhões. Do volume total ofertado pela autarquia nos avisos 179/2016, 180/2016 e 181/2016, 100% foi arrematado. Os preços de venda do grão, dependendo do lote, variaram entre R$ 426,52 e 451,52 a saca.

» Café: Conab vende todas as 90 mil sacas ofertadas em leilões nesta 5ª feira e arrecada mais de R$ 40 mi

Mercado interno

Os negócios com café nas praças de comercialização no Brasil seguiram lentos nesta semana com os produtores à espera de melhores patamares ainda mais altos do que os registrados. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da ESALQ/USP) informou que, no Brasil, os preços do café robusta permanecem em alta, dando sequência à quebra de recordes reais. O Indicador Cepea/Esalq da variedade alcançou R$ 468,37/saca de 60 kg na quinta-feira, implicando alta de 1,90% em relação à semana anterior. As informações são do CNC (Conselho Nacional do Café).

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 580,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com alta de 1,14% e saca a R$ 534,00.

Da sexta-feira passada para hoje, a cidade que registrou maior variação para o tipo foi Poços de Caldas (MG) com queda de R$ 11,00 (-2,02%), saindo de R$ 545,00 para R$ 534,00 a saca.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 580,00 a saca e alta de 0,87%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com alta de 1,61% e saca a R$ 506,00.

Para o tipo, conforme o gráfico, a maior oscilação na semana foi registrada em Poços de Caldas (MG), que tinha saca cotada a R$ 518,00, mas caiu R$ 12,00 (-2,32%) e agora vale R$ 506,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação na cidade de Araguari (MG) com R$ 520,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Guaxupé (MG) com avanço de 0,98% e saca a R$ 513,00.

A variação mais expressiva de preço na semana para o tipo 6 duro foi registrada em Poços de Caldas (MG). A saca estava cotada a R$ 508,00 na sexta-feira passada, mas teve desvalorização de R$ 13,00 (-2,56%) e agora está em R$ 495,00.

Por Jhonatas Simião
Fonte Notícias Agrícolas

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