Café: Bolsa de Nova York fecha com maior queda em seis semanas nesta 4ª feira, com dólar e chuvas no Brasil

Publicado em 23/11/2016 16:53 325 exibições

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE futures US) encerram a quarta-feira (23) com a maior baixa em seis semanas. O mercado repercutiu as informações de dólar e também de chuvas no Brasil, apesar do dia de negócios limitados com a véspera do feriado de Dia de Ação de Graças, celebrado amanhã nos Estados Unidos.

Diante deste cenário, a cotação para o vencimento março/17 encerrou a 157,70 cents/lb, com recuo de 415 pontos. Já maio/17 fechou a 160,10 cents/lb, com perdas de 410 pontos, assim como julho/17 que encera o dia a 162,20 cents/lb e setembro/17, que vale 164,05 cents/lb.

Segundo a agência de notícias Reuters, o mercado reagiu a forte alta do dólar no Brasil no pregão de hoje, além de trazer a repercussão das chuvas volumosas no cinturão produtivo do Brasil. Os principais institutos meteorológicos apontam que as precipitações continuam no Brasil, trazendo otimismo em relação a safra de café da próxima temporada. Uma nova frente fria se aproxima da costa do sudeste, trazendo áreas de instabilidade para região da Mogiana, Minas Gerais e Espírito Santo.

Já o dólar, encerrou o dia cotado a R$ 3,3940, anotando alta de 1,12% na sessão. Segundo a Reuters, o mercado de câmbio reage a fatores externos, após a saída do Banco Central nas intervenções. Além disto, há a possibilidade de que o FED (Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos)  aumente a taxa de juros ainda neste ano.

Em boletim, o vice-presidente da Price Futures Group e analista, Jack Scoville, também aponta para a forte influência do dólar nos futuros do arábica em Nova York. Além disto, explica que a revisão da safra de café para o Brasil pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta semana também movimentou a formação de preços.

"Parecia que o mercado estava reagindo principalmente ao adido do USDA que mostrava potencial de produção de arábica no mundo, mas ainda com o robusta apresentando problemas", explica. Segundo a revisão do departamento, a produção brasileira de café na safra 2016/17 (julho a junho) foi revisada para 56,1 milhões de sacas de 60 kg, com aumento de 6,7 milhões de sacas.

Além disto, amanhã é comemorado o Dia de Ação de Graças, o que deve trazer certa lentidão ao mercado nos próximos dias, já que é data é de grande importância nos Estados Unidos. "Os participantes estão mais focados em realizar suas viagens ou confraternizações relacionadas ao Dia de Ação de Graças", coloca o analista do mercado de café, Anilton Machado, em boletim diário.

Mercado interno

No Brasil, os negócios registram ritmo lento, repercutindo o momento de baixa nas cotações no cenário internacional. A tendência deve ser observada até o próximo ano, segundo explica o analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, em que só devem haver interesse em negociação em picos de altas.

Em boletim, o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), explica que as negociações estão lentas, o que também tem refletido nos preços do café robusta – que registra quedas em algumas praças, mesmo com problema de quebra na produção. “Conforme pesquisadores do Cepea, a pressão vem das reduções nos valores externos, que estão sendo influenciados pela perspectiva de melhora na safra 2016/17 do Vietnã, maior produtor mundial de robusta”, aponta o Centro.

Para o tipo cereja descascado foi registrava queda de 2,45% na saca de 60 quilos em Poços de Caldas (MG), cotado a R$ 596,00. Já em Guaxupé (MG), o recuo foi de 0,83% no dia, com negociação a R$ 600,00 pela saca.

No tipo 4/5 o maior recuo também ocorreu em Poços de Caldas (MG), que fecha o dia a R$ 549,00 pela saca, após a desvalorização de 3,35%. Em Guaxupé (MG), os preços cederam 0,79% e encerram a R$ 629,00 pela saca.

Já o tipo 6 duro anotou queda de 3,45% em Araguari (MG), que fecha a R$ 560,00 por saca. Em Patrocínio (MG), a saca é cotada a R$ 550,00, registrando recuo de 3,51% no dia.

Na terça-feira (23), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 559,99 com alta de 0,71%.

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Por:
Sandy Quintans
Fonte:
Notícias Agrícolas

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