Café: Bolsa de Nova York cai mais de 300 pts nesta tarde de 5ª feira depois do dólar subir mais 9%

Publicado em 18/05/2017 13:13 e atualizado em 18/05/2017 17:09
190 exibições

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) caem mais de 300 pontos nesta quinta-feira (18) acompanhando o câmbio, com o real desvalorizado, diante das informações recentes divulgadas que colocam em xeque o governo Temer. O dólar mais alto tende a encorajar as exportações da commodity, mas derruba os preços externos. Além disso, o mercado segue otimista em relação à oferta global na safra 2017/18. Apesar da baixa, as cotações externas do grão seguem próximas do patamar de US$ 1,30 por libra-peso.

Por volta das 12h56 (horário de Brasília), o contrato maio/17 registrava 132,20 cents/lb com 295 pontos de alta (fechamento da véspera), o julho/17, referência de mercado, estava cotado a 131,15 cents/lb com baixa de 325 pontos. Já o vencimento setembro/17 recuava 325 pontos, a 133,50 cents/lb, e o dezembro/17, mais distante, tinha desvalorização de 315 pontos e estava sendo negociado a 137,05 cents/lb. O mercado subiu cerca de 300 pontos na véspera.

O dólar comercial chegou a subir cerca de 9% na manhã desta quinta-feira repercutindo as denúncias do grupo JBS em delação premiada envolvendo o presidente Michel Temer, o que pode afetar todo o processo de reformas no Brasil que animava os investidores. Às 12h, a divisa avançava 6,06%, cotada a R$ 3,3237 na venda, depois de bater R$ 3,4400 na máxima do dia. O câmbio impacta diretamente as exportações da commodity, pois tende a encorajar os embarques, mas derruba os preços futuros do grão na ICE.

"Depois do pânico inicial, o mercado está aguardando novos desdobramentos. Os leilões do BC aliviaram suavemente as cotações", afirmou à agência de notícias Reuters o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Além disso, os investidores no terminal externo seguem mais tranquilos com a safra global do grão neste ano nas principais origens produtoras. A colheita no Brasil já começou. "O mercado tem apontado a boa produção e oferta abundante como razões para manter viva a pressão de venda. No entanto, o dólar fraco nos Estados Unidos e as moedas valorizadas na América do Sul podem manter a oferta mundial baixa no mercado", disse o vice-presidente da Price Futures Group e analista de mercado, Jack Scoville.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) reportou nesta quinta que a safra de café do Brasil neste ano deve ficar em 45,5 milhões de sacas de 60 kg do produto beneficiado, com uma redução de 11,3% quando comparado às 51,4 milhões de sacas de 2016. O café arábica, 78% do total produzido no país, deve recuar 18,3%, estimando-se que sejam colhidas 35,4 milhões sacas, e o conilon que responde por 22% do total produzido, deve registrar crescimento de 26,9% frente ao ciclo anterior, com uma produção estimada de 10,1 milhões de sacas.

» Safra de café recua e previsão é de 45,5 milhões de sacas

No Brasil, também por volta das 09h21, o tipo 6 duro era negociado a R$ 460,00 a saca de 60 kg em Patrocínio (MG) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 440,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estava sendo cotado a R$ 437,00 a saca. Os negócios seguem isolados nas praças de comercialização do país.

» Clique e veja as cotações completas de café

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário