Café: Bolsa de Nova York recua em ajustes técnicos nesta 5ª feira após cinco altas consecutivas

Publicado em 14/09/2017 17:36
239 exibições

LOGO nalogo

Em ajustes técnicos, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) caíram levemente na sessão desta quinta-feira (14). O mercado vem de duas sessões de alta expressiva, e chegou a trabalhar do lado azul da tabela na sessão, com operadores atentos às condições climáticas no cinturão produtivo do Brasil, que podem impactar a produção da safra 2018/19.

O contrato setembro/17 fechou a sessão de hoje cotado a 135,85 cents/lb com queda de 75 pontos, o dezembro/17 registrou 137,65 cents/lb com recuo de 20 pontos. Já o vencimento março/17 encerrou o dia com 141,10 cents/lb e desvalorização de 20 pontos e o maio/18, mais distante, caiu 20 pontos, fechando a 143,40 cents/lb.

Mercado do café NY - 14/09/2017
Gráfico do mercado do café na Bolsa de Nova York nesta 5ª feira – Fonte: Investing

Os futuros do arábica chegaram a atingir máxima US$ 1,3925 na sessão desta quinta, o mais alto patamar para uma segunda posição desde 15 de agosto. Essa seria a sexta sessão seguida do mercado e ajustes não estavam descartados pelos analistas, como de fato aconteceu no fim dos trabalhos.

"Após cinco pregões consecutivos de alta, as cotações do café arábica na Bolsa de Nova York fecharam com leve queda nesta quinta-feira. Durante o pregão, as cotações chegaram a trabalhar em alta, chegando na máxima de 139,25 cents/lb com alta de 140 pontos", disse o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado, em relatório.

Diante das últimas altas no mercado, as cotações do arábica se aproximaram do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. Os operadores externos estão bastante preocupados com as condições das lavouras no Brasil, algumas fontes do mercado acreditavam inicialmente que a próxima safra do Brasil chegaria a 60 milhões de sacas. No entanto, diante dessas informações recentes, o cenário deve ser revisto.

"Os relatórios meteorológicos do Brasil indicam que a maioria das principais áreas de café tiveram uma semana seca e é provável que isso permaneça na próxima semana, com exceção da possibilidade de algumas chuvas ligeiras em locais da Bahia às margens de Minas Gerais", disse a trader I&M Smith. Com a seca, as plantações de café estão apresentando desfolha, o que contribui para as dúvidas com a produção da próxima safra.

Mapas climáticos dos principais institutos meteorológicos apontam que o clima deve continuar quente e seco na maioria das áreas produtoras do Brasil nesta semana. "Precipitações abaixo do normal são esperadas na maior parte do cinturão de café nos próximos seis a dez dias", disse o MDA Information Systems em relatório.

Em relatório divulgado nesta semana, a OIC (Organização Internacional do Café) enfraqueceu as perspectivas para as exportações de café brasileiras diante da firmeza do real, bem como os estoques enfraquecidos no país, mesmo que os dados do setor mostrem uma lenta melhora nos volumes pós-colheita.

Ao mesmo tempo em que a OIC mostrou queda nas remessas do Brasil, também assinalou que as exportações mundiais de café "permaneceram em um nível muito alto" em julho, subindo 11% de um ano para o outro, em 9,4 milhões de sacas de 60 kg.

Leia mais:
» OIC enfraquece tendência para exportações de café do Brasil com aumento do real

Mercado interno

Os preços físicos do café ficaram praticamente estáveis nesta quinta-feira depois dos ganhos recentes, ainda assim seguem próximos de R$ 500,00 a saca em algumas localidades. Os negócios seguem acontecendo de forma lenta no país mesmo com o avanço da colheita.

A consultoria Safras & Mercado informou nesta quinta que a comercialização da safra 2017/18 de café estava em 44% até o dia 11 de setembro. As vendas estão atrasadas em relação ao ano passado, quando 46% da safra já estava comercializada até então.

Segundo o analista as Safras, Gil Carlos Barabach, a comercialização ganhou um pouco mais de ritmo nos últimos dias. "Mas a vendas seguem bastante cadenciadas e envolvendo pequenos volumes, o que continua passando a sensação de lentidão comercial. O fato é que o produtor busca dosar suas posições, cobrindo necessidades, pois acredita em preços melhores com o andamento da safra".

Leia mais:
» Café: Safras & Mercado estima comercialização 2017/18 do Brasil em 44%

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 515,00 – estável. A oscilação no dia dentre as praças ocorrer em Varginha (MG) com alta de 1,02% e saca a R$ 495,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 490,00 e alta de 2,08%. A maior oscilação no dia foi registrada em Varginha (MG) com alta de 2,15% e saca a R$ 475,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 490,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Vitória (ES) com avanço de 11,25% e saca a R$ 445,00.

Na quarta-feira (13), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 460,68 e alta de 2,64%.

» Clique e veja as cotações completas de café

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

Nenhum comentário