Café: Bolsa de Nova York realiza ajustes ante alta da véspera e cai mais de 200 pts nesta 6ª

Publicado em 09/11/2018 17:07 e atualizado em 13/11/2018 16:53
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta sexta-feira (09) com queda de mais de 200 pontos. O mercado externo do grão realizou ajustes ante a alta na véspera, que fez com que os preços se aproximasse de US$ 1,20/lb, além do câmbio.

O vencimento dezembro/18 encerrou a sessão com queda de 270 pontos, a 113,95 cents/lb, e o março/19 recuou 270 pontos, cotado a 117,50 cents/lb. Já o contrato maio/19 registrou 120,45 cents/lb com 255 pontos de perdas e o julho/19 teve desvalorização de 240 pontos, a 123,30 cents/lb.

Após a alta na sessão anterior, que fez com que as cotações voltassem ao patamar de US$ 1,20/lb, o mercado do arábica teve um dia de acomodação técnica e se distanciou desse importante patamar. Além disso, as valorizações do dólar ante o real em parte do dia também contribuíram.

Às 16h59, o dólar comercial tinha queda de 0,00563%, a R$ 3,7361 na venda, mas chegou a atigir máxima de R$ 3,7674 no dia, acompanhando o cenário externo. As oscilações na divisa impactam diretamente nas exportações das commodities, mas também tendem a influenciar seus preços.

"Neste panorama residem os temores de mercados emergentes e da China... O ciclo natural de liquidez se volta aos EUA com o aperto monetário e, ao financiar a maior economia global, 'secam' as opções aos outros países", disse para a Reuters o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira.

Operadores externos também seguem acompanhando informações sobre o Brasil, maior produtor e exportador. "O El Niño permanece com previsão para as áreas de café do Brasil, que poderiam ser afetadas pela seca. O próximo ano será de baixa produção e isso poderia significar mais perdas", disse Scoville.

Ainda segundo o analista norte-americano, o câmbio também tem influenciado os negócios no mercado interno brasileiro nos últimos dias. "A colheita brasileira está finalizada ou próxima disso, mas nem sempre estão encontrando seu destino para o mercado devido à força real contra o dólar".

Mercado interno

O mercado brasileiro de café seguiu a semana com baixa liquidez, apesar de registrar valorizações pontuais acompanhando o cenário externo.  "Os negócios estão lentos no mercado doméstico de café arábica, visto que a forte oscilação das cotações externas da variedade mantém boa parte dos compradores e vendedores afastada do mercado", disse em nota o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 478,00 e recuo de 1,04%. Já em Franca (SP), a perda foi de 2,08%, com a saca a R$ 470,00.

O tipo 4/5 registrou maior queda também em Franca (SP), com perda de 1,09% e a saca a R$ 455,00. Na região de Poços de Caldas (MG), a desvalorização foi de 0,89%, com a saca a R$ 443,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca R$ 451,00 e recuo de 1,10%. Em Patrocínio, a valorização ficou em 1,12%, com a saca a R$ 450,00.

Na quinta-feira (08), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 451,11 e alta de 0,96%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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