Bolsa propõe alternativa de mercado para cafeicultores

Publicado em 14/02/2019 15:51
260 exibições

Na sexta-feira (15), a cadeia produtiva do café estará reunida em Guaxupé, interior de Minas Gerais. O encontro, marcado para às 14h na sede da Associação da Micro Região da Baixa Mogina (Amog), apresentará diferentes aspectos do setor por meio de palestras com especialistas que tratam, desde inovação tecnológica, mercado e planejamento, até à análise sensorial do produto.

A segunda explanação do dia, marcada para 14h30, será ministrada pelo diretor da Bolsa Brasileira de Mercadorias, Cesar Costa, e tratará dos leilões de cafés especiais, um dos projetos da Bolsa para 2019. A proposta da Bolsa Brasileira ao setor cafeeiro é a utilização de leilões eletrônicos específicos e regulares para venda e escoamento de cafés especiais para compradores do mercado interno e para exportação. “Esse mecanismo permitirá ao setor uma exposição mais abrangente das ofertas para compradores de todo o país, com a garantia de recebimento por meio de uma conta de liquidação da Bolsa criada para esta finalidade”, explica o diretor.      

O evento encerra com um debate técnico em mesa redonda às 15h30. O objetivo é buscar soluções para os principais desafios da cafeicultura, como a questão de preços e políticas públicas, além da elaboração de um documento que fortaleça o setor. O documento será entregue à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. “Pretendemos elaborar propostas que possam ser atendidas com medidas emergenciais e de longo prazo”, resume Fernando Barbosa, coordenador do evento e diretor do conselho da Amog.

São esperados para o encontro, cafeicultores de todas as regiões do país, além de representantes de entidades, lideranças e formadores de opinião. Atualmente, cerca de 1800 municípios trabalham na atividade, gerando, direta e indiretamente, mais de 8 milhões de empregos e Minas Gerais responde por mais da metade da oferta de café no país.

A produção de café no Brasil é responsável por cerca de um terço do volume mundial do produto, tornando-nos o maior produtor do grão, posição mantida nos últimos 150 anos. No ano passado, as exportações do produto brasileiro resultaram em US$ 6,15 bilhões. A Bolsa Brasileira de Mercadorias tem participação intensa no mercado através de mais de 140 corretoras de mercadorias associadas e é maior parceira da CONAB nos leilões de vendas dos estoques públicos oficiais.

Confira a programação completa do evento:

Tags:
Fonte Bolsa Brasileira de Mercadorias

Nenhum comentário