Café: Melhores condições para colheita no Brasil e câmbio pesam e Bolsa de NY cai nesta 6ª

Publicado em 14/06/2019 17:06 e atualizado em 16/06/2019 16:28
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As cotações futuras do café arábica encerraram a sessão desta sexta-feira (14) com queda de mais de 100 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Pesou a colheita no Brasil e câmbio. Na semana, o vencimento referência teve queda de 4,90%.

O vencimento julho/19 fechou o dia com queda de 135 pontos, a 96,00 cents/lb, o setembro/19 anotou 98,05 cents/lb com perdas de 170 pontos. O dezembro/19 recuou 180 pontos, a 101,75 cents/lb e o março/20 registrou 105,35 cents/lb e 185 pontos de baixa.

O mercado na ICE oscilou durante o dia entre máxima de 97,97 cents/lb e mínima de 95,88 cents/lb, segundo dados da Investing. Depois de altas expressivas nos últimos dias, o arábica caiu bastante nesta semana acompanhando as informações sobre a colheita no Brasil.

"A empresa de meteorologia Rural Clima previu na terça-feira "condições climáticas ideais" para o Centro e Sudeste do Brasil durante pelo menos nos próximos 10 dias, que permitirão aos agricultores acelerar a colheita de café e secar os grãos", disse o Barchart.

Os trabalhos dos cooperados da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) chegaram  a 26,65% até o dia 7 de junho. A colheita está mais avançada ante os anos anteriores. A expectativa é que a produção na área de atuação chegue a 7,6 milhões de sacas.

Apesar de melhores condições para a colheita, a percepção do mercado não é de uma safra excelente no Brasil. "Informações indicam que os rendimentos não são altos e que a qualidade é baixa por conta das condições climáticas no desenvolvimento", disse o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Ainda de acordo com o site internacional, a atuação dos fundos e o câmbio também impactaram nas perdas do café arábica. Às 16h46 (horário de Brasília), o dólar comercial estava cotado a R$ 3,893 na venda, com alta de 0,99%, acompanhando EUA e Previdência.

"Aqui há movimento de correção técnica pelo fim de semana. Nada acentuado demais, porque o nosso ambiente local está mais ou menos tranquilo, em função de relatório da Previdência", disse para a Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

Na véspera, operadores externos também acompanharam a divulgação da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) sobre os estoques privados de café do Brasil. A estimativa de é que os estoques privados de café totalizavam 12,893 milhões de sacas de 60 kg em 31 de março.

"A variedade arábica corresponde a 92% do total apurado, com cerca de 11,8 milhões de sacas do produto. Já o tipo conilon representa 8% do volume armazenado levantado, chegando a aproximadamente 1 milhão de sacas", disse a Conab.

Mercado interno

Os negócios com café no mercado brasileiro diminuíram nos últimos dias por conta das quedas externas que, por sua vez, também impactaram nos preços físicos. O tipo 6 duro voltou a ficar abaixo do patamar de R$ 400,00 a saca em algumas praças.

"A forte volatilidade dos preços dos cafés arábica e robusta neste início de junho tem afastado agentes consultados pelo Cepea do mercado e, consequentemente, reduzido a liquidez doméstica", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 435,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Lajinha (MG) com baixa de 4,76% e saca a R$ 400,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) (estável) e Varginha (MG) (estável), ambas com saca a R$ 400,00. A maior oscilação ocorreu em Poços de Caldas (MG) com alta de 2,05% e saca a R$ 398,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 405,00 – estável. A maior variação ocorreu em Lajinha (MG) com queda de 5% e saca cotada a R$ 380,00.

Na quinta-feira (13), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 403,44 e queda de 1,08%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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