Café: Bolsa de NY cai forte e fica abaixo de US$ 1/lb nesta 2ª com disparada do dólar

Publicado em 12/08/2019 17:37 e atualizado em 13/08/2019 12:28
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Os futuros do café arábica encerraram a sessão desta segunda-feira (12) com queda de mais de 300 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado acompanha as oscilações do dólar ante o real, que impactam diretamente nas exportações da commodity.

O vencimento setembro/19 encerrou a sessão com queda de 355 pontos, a 93,75 cents/lb e o dezembro/19 anotou 97,30 cents/lb com perdas de 340 pontos. O março/20 recuou 330 pontos, a 100,95 cents/lb e o maio/19 perdeu 325 pontos, a 103,35 cents/lb.

O mercado do arábica na ICE já iniciou o dia em baixa e depois estendeu as perdas ao longo da sessão. O principal fator de pressão no dia foi a disparada do dólar ante o real, superando R$ 4, pois acaba impactando nas exportações de café pelo Brasil.

"Os preços do café depreciaram nesta segunda-feira com arábica setembro em mínima de mais de dois meses e o robusta em baixa de mais de 9 anos. Os preços caíram com um fraco real brasileiro e perspectivas de ampla oferta", destacou o site internacional Barchart.

Às 17h, após o fechamento do arábica na ICE, o dólar comercial subia 1,06%, cotado a R$ 3,984 na venda, com cautela ante o exterior por EUA-China e Argentina depois das perspectivas de que Mauricio Macri não conseguirá se reeleger.

O dólar mais valorizado ante o real tende a encorajar as exportações da commodity, mas em compensação pesa sobre os preços externos. Com as baixas externas, os primeiros vencimentos na ICE já ficam abaixo de US$ 1 por libra-peso.

"Essa falta de novidade em relação à tratativa comercial está deixando investidores muito apreensivos. Não sabemos quanto tempo isso vai durar, há preocupação de que essa guerra comercial possa se prolongar e isso está assustando um pouco os investidores", afirmou para a Reuters a economista da CM Capital Markets, Camila Abdelmalack.

Mercado interno

O mercado brasileiro de café inicia a semana ainda com a perspectiva de baixos volumes de negócios. "No Brasil, o mercado é comprador e os interessados fazem ofertas para todos os lotes postos a venda, mas nas bases de preço que oferecem encontram poucos vendedores dispostos a fechar negócio", destacou o Escritório Carvalhaes.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 465,00 e queda de 1,06%. A maior oscilação no dia dentre as praças foi em Varginha (MG) com baixa de 2,30% e saca a R$ 425,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 406,00 e queda de 0,98%. A maior oscilação foi em Franca (SP) com baixa de 3,57% e saca a R$ 405,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 416,00 e queda de 1,19%. A maior variação foi em Franca (SP) com recuo de 3,61% e saca a R$ 400,00.

Na sexta-feira (09), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 408,13 e queda de 0,53%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • JONATAS COSTA MARTINS MATA VERDE - MG

    Por que as entidades Brasileiras ligadas ao setor cafeeiro não mostra nenhuma reação a esta crise?, tem algo estranho nesse mercado todos ganha menos os produtores, eu de minha parte vou recepar quase toda minha lavoura, o certo seria todos produtores receparem pelo menos 30 por cento das lavouras.

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    • Marcos Vinícios contarini Cachoeiro de Itapemirim - ES

      Sim,vamos arrancar ,eles mataram a galinha dos ovos de ouro deles kkkk

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