Café em NY encerra no vermelho mas reduz ritmo de queda no final da sessão

Publicado em 24/02/2020 17:02 329 exibições
Assim como as demais commodities, os preços do café estiveram sob pressão , com a preocupação pelo coronavírus

As negociações no mercado futuro do café arábica desta segunda-feira (24) encerraram com queda na Bolsa de Nova York (ICE Future US), mas com menor pressão sobre os preços em relação aos verificados no período da manhã. No final do dia acabaram deveolvendo apenas parte dos ganhos registrados no último pregão. 

No final das negociações março/20 registrou baixa de 295 pontos, valendo 105,90 cents/lbp, depois de bater a mínima de 102,90 cents/lbp no dia . Maio/20 teve queda de 335 pontos, cotado a 106,90 cents/lbp, julho/20 registrou recuo de 330 pontos, valendo 109,05 cents/lbp e setembro/20 perdeu 320 pontos, cotado por 111,00 cents/lbp.

Assim como as demais commodities, os preços do café estiveram sob pressão , com a preocupação de que a disseminação do coronavírus da China em todo o mundo atenue a atividade econômica e a demanda por commodities, incluindo o grão. Os alertas mundiais sobre coronavírus entraram em um novo patamar nas últimas 48 horas, com mais relatos fora da China, toques de recolher e fechamento de fronteira. "O Covid-19 (nome técnico do novo coronavírus) já põe em risco a economia mundial", disse no domingo Kristalina Georgieva, chefe do Fundo Monetário Internacional, na reunião do G-20

Além disso, o real desvalorizado tende a derrubar os preços em Nova York. Desde a semana passada os preços do café arábica também são influenciados pela queda do real para um novo recorde , de 4,4051 reais / USD. Um real mais fraco incentiva a venda de exportação de café arábica pelos produtores brasileiros de café.

Ajudando a pesar sobre os preços estão os EUA que na semana passada divulgaram elevação dos estoques. Dados da Green Coffee Association mostraram que os estoques de café verde de janeiro aumentaram + 10,1% a / a para 6.67 milhões de sacas.

As fortes chuvas recentes em Minas Gerais, a maior região produtora de café arábica do Brasil, também são positivas para o café.

No Brasil, o carnaval deixa o mercado lento e  sem negócios. Além disso , o produtor já não tem muito café em mãos, é natural que seja mais resistente em vender em dia de queda tão significativa dos preços. 

 

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Notícias Agrícolas

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