Café tem mais um dia volatilidade, mas encerra com altas no mercado externo e físico brasileiro

Publicado em 15/04/2020 17:34 e atualizado em 15/04/2020 20:55 375 exibições

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O mercado futuro do café arábica encerrou as sessões desta quinta-feira (15) com altas de mais de 300 pontos, recuperando assim as quedas da última sessão na Bolsa de Nova York (ICE Future US). A tendência, segundo analistas, é que o mercado continue apresentando instabilidade neste momento de pandemia. Os estoques mais baixos dos Estados Unidos, principal importador de café brasileiro, ajudaram a manter os preços em alta neste pregão. 

Maio/20 encerrou com altas de 300 pontos, valendo 120,20 cents/lbp, julho/20 teve alta de 285 pontos, negociado por 121,20 cents/lbp, setembro/20 teve alta de 270 pontos, negociado por 122,25 cents/lbp e dezembro/20 encerrou valendo 123,55 cents/lbp, valendo 125,05 cents/lbp. 

As preocupações com a demanda global de café continuam, à medida que a disseminação global da pandemia de coronavírus forçou o fechamento de muitos restaurantes, cafés e bares em todo o mundo. "A Organização Internacional do Café (OIC), em 3 de abril, disse que o consumo global de café neste ano pode estagnar ou até diminuir em comparação com a previsão de crescimento pré-pandêmica de 2% a 3%", destacou o site internacional Barchart em sua análise diária. 

A Organização Mundial de Café (OIC) divulgou nesta semana a primeira edição da revista eletrônica, a OIC: Série Coffee Break nº 1 e trouxe seu primeiro relatório dos impactos do Covid-19 para o setor cafeeiro a nível global. A publicação traz análises tanto do lado da demanda, como do consumo e produção de café ao redor do mundo. "A disseminação da covid-19 apresenta um desafio adicional significativo para o mundo cafeeiro, que passou por um período prolongado de baixa produção preços", afirma a OIC.

>>> Análise da OIC aponta queda no consumo na pandemia: Número representa 1,6 milhões de sacas de café

No Brasil, o mercado físico acompanhou as altas do exterior, encerrando com valorização nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 duro teve alta de 3,39% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 610,00. Poços de Caldas/MG teve alta de 0,87%, valendo R$ 580,00. Franca/SP registrou aumento de 1,69%, valendo R$ 600,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 590,00, Araguarí/MG por R$ 580,00 e Varginha/MG por R$ 585,00. 

O tipo 4/5 teve alta de 1,67% em Franca, negociado por R$ 610,00. Poços de Caldas/MG encerrou com baixa de 0,84%, negociado por R$ 590,00 e Varginha/Mg finalizou o dia sem variações, valendo R$ 595,00. 

O tipo cereja descascado registrou valorização de 3,15%, valendo R$ 655,00. Poços de Caldas/MG teve alta de 0,75%, negociado por R$ 670,00. Patrocínio/MG manteve estabilidade por R$ 640, assim como Varginha/MG que manteve o valor de R$ 610,00. 

>>> Veja mais cotações aqui

Brasil tem um terço da safra 2020/21 de café arábica comercializada, diz Conab

A worker selects coffee beans from coffee plants during a harvest at a farm in Esp?rito Santo do Pinhal

  • (Reuters) - Favorecido pela valorização do dólar em relação ao real, o Brasil já comercializou um terço da safra 2020/21 de café arábica, que será colhida somente no ano que vem, disse nesta quarta-feira o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Guilherme Soria.

Trata-se do maior nível de comercialização antecipada para a temporada de 2020/21, entre as demais commodities agrícolas brasileiras.

"No café arábica, estamos com 30,8% da safra que vem comercializada, um terço. No café conilon, 14% também já foram vendidos", disse Soria, em videoconferência.

Na soja, principal grão exportado pelo Brasil, 19% da safra 2020/21 foram comercializados, 18% no algodão, 3% do milho primeira safra e 13% do milho safrinha.

"Isso mostra que, apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, o câmbio mais do que compensou a venda antecipada para o produtor brasileiro."

Para ele, o milho deve ser um dos destaques para a próxima temporada, cultura que tem mostrado "incrementos incríveis de área plantada, ano após ano".

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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