Café: Com alta do dólar, NY encerra com baixa de mais de 500 pts, mas mercado físico encerra com movimentações mistas

Publicado em 24/04/2020 17:10 e atualizado em 26/04/2020 12:37 298 exibições

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Ouça um resumo do mercado do café em Nova York nesta semana: 

 

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Mercado do café - 24/04

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A valorização do dólar acabou pressionando os preços na Bolsa de Nova York (ICE Future US) e rompeu níveis importantes de preços nos principais contratos. O dólar encerrou a semana com alta de 2,54% e valendo R$ 5,668. A desvalorização do real tende a encorajar as exportações do café brasileiro, mas em contrapartida derrubam os preços em NY. 

Julho/20 encerrou com queda de 565 pontos, valendo 106,75 cents/lbp, setembro/20 teve baixa de 545 pontos, negociado por 107,85 cents/lbp e dezembro/20 encerrou com desvalorização de 520 pontos, sendo negociado por 109,60 cents/lbp.  "O mercado hoje rompeu níveis importantíssimos, estava com um canal muito definido entre 120 e 110 cents, e agora estamos com 106 novamente", explica o analista de mercado da Pharos Consultoria. 

Haroldo destaca ainda que o mercado continua com aquele cenário que já vem sendo observado diariamente, de indefinição muito por conta da pandemia do Coronavírus e os fatores fundamentais como pouco café no mercado. Com base no dólar, graficamente falando, Haroldo destaca que nos próximos dias podem ser registradas novas quedas. A instabilidade de modo geral, como também vendo sendo observado, deve continuar acontecendo em Nova York. 

"A venda de fundos em futuros de café arábica se intensificou na sexta-feira, com a queda do real em relação ao dólar", afirmou o site internacional Barchart em sua análise diária. Apesar das baixas desta sessão, o Barchart destaca que os preços do café ainda têm suporte na preocupação com as interrupções no fornecimento de café na América do Sul.

"O comerciante de café Volcafe disse recentemente aos clientes que a pandemia de coronavírus está causando atrasos logísticos que se tornarão "mais difundidos" nos principais países produtores de café, o que pode atrasar os embarques de café para portos e outras operações de transporte", destaca

Já o mercado físico brasileiro finaliza a semana com movimentações mistas em todo o país, com destaques para as movimentações positivas registradas neste pregão em Poços de Caldas/MG. 

O tipo 6 duro manteve a estabilidade apenas em Guaxupé/MG, valendo R$ 585,00. Poços de Caldas/MG teve valorização de 2,52%, valendo R$ 610,00. Patrocínio/MG registrou queda de 0,84% - cotado por R$ 590,00. Araguarí/MG registrou desvalorização de 1,69%, valendo R$ 580,00e os mesmos valores foram registrados em Varginha/MG. 

O tipo 4/5 teve alta em Poços de Caldas/MG, de 2,48% e valendo R$ 620,00. Já Varginha/MG e Franca/MG registraram quedas de 1,67%, sendo negociado por R$ 590,00. 

O tipo cereja descascado teve alta de 2,19% em Poços de Caldas, valendo R$ 700,00. Patrocínio/MG registrou queda de 0,78%, negociado por R$ 640,00. Varginha/MG registrou baixa de 1,60%, negociado por R$ 615,00.

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Coronavírus: Boa Esperança/MG emite decreto com normas para a colheita 

A prefeitura de Boa Esperança/MG, cidade com importante produção de café do Brasil, foi a primeira a tomar medidas para controlar a incidência de Coronavírus, garantir a segurança dos produtores e não atrapalhar os serviços de colheita que devem começar na próxima semana. Segundo o prefeito, Hideraldo Henrique Silva, a produção de café hoje corresponde a 67% da economia do município, que hoje contabiliza 8 confirmados para o Covid e dois casos ainda em análise. 

O decreto assinado nesta semana, sinaliza que o produtor que precisar contratar mão de obra vinda da fora deve avisar a Administração Municipal com, pelo menos, 15 dias de antecedência. Nas informações dos trabalhadores, é de responsabilidade do produtor informar todos os dados pessoais do produtor, além de avisar o período de permanência e onde ficará alojado durante o período. 

Hideraldo destaca ainda que a principal recomendação é que os produtores escolham contratar mão de obra da cidade, tendo em vista que muitos perderam o emprego por conta dos fechamentos de comércios e cortes nas indústrias na pandemia. Ainda assim, o prefeito destaca que pelo menos 60% da mão de obra deve vir de fora do estado de Minas Gerais. Os produtores que já contrataram a mão de obra e que já receberam os apanhadores de café, têm o prazo de cinco dias para informar os dados à Administração Municipal. 

O decreto, de acordo com Hideraldo, foi feito em conjunto com os produtores de café, com base nas recomendações do Ministério Público do Trabalho. Haverá fiscalização nas fazendas, alojamentos e meios de transportes e o produtor que não estiver seguindo o decreto terá o prazo de 72 horas para se enquadrar nas normas. Caso isso não seja feito, as informações serão encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, órgão de determinará as penalidades ao produtor. 

Confira o decreto completo abaixo:

Decreto Boa Esperança/MG

Decreto Boa Esperança/MG
Decreto Boa Esperança/MG
 

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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