Arábica: Preços do café sobem mais de 300 pontos em Nova York

Publicado em 05/11/2020 14:26 e atualizado em 05/11/2020 15:06 184 exibições
Queda do dólar e dia de correção faz mercado futuro subir

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Os contratos futuros do mercado futuro do café arábica voltou a subir mais de 300 pontos nesta quinta-feira (5) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Por volta das 14h22 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha alta de 345 pontos, valendo 106,45 cents/lbp, março/21 tinha alta de 325 pontos, negociado por 108,90 cents/lbp, maio/21 tinha alta de 340 pontos, valendo 110,75 cents/lbp e julho/21 tinha alta de 330 pontos, negociado por 112,40 cents/lbp.

Em mais um dia de queda para o dólar, o mercado volta a subir de maneira mais expressiva no exterior. Às 14h29 o dólar registrava queda de 1,54% e era cotado por R$ 5,57 na venda. A desvalorização do dólar ante ao real dá suporte de alta para os preços na Bolsa. 

O mercado volta a subir após sessões de quedas ou estabilidade para o café. Segundo Eduardo Carvalhaes, analista de mercado, apesar dos números chamarem a atenção, até o momento a movimentação pode ser vista como correção na Bolsa, considerando as quedas dos últimos dias. Além disso, mesmo com altas acima de 300 pontos, falando em reais por sacas, os valores ainda não chegam ao fechamento de terça-feira, que foi de R$780,28. Na sexta-feira passada fecharam valendo R$792,42.

Além da dólar, outros fatores também estão no radar do mercado. Apesar das últimas chuvas, as condições das lavouras continuam preocupando todo o setor. Especialistas já dão como certa a quebra para a próxima produção do Brasil, consequência do intenso déficit hídrico em Minas Gerais e na Alta Mogiana/SP. 

Por outro lado, o aumento de casos da Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos preocupam em relação ao consumo de café. "Além disso, no sábado, o Reino Unido se juntou a outros países europeus, incluindo Alemanha, França, Espanha, Itália e outros, na imposição de bloqueios que irão desacelerar o crescimento econômico e a demanda por café", destacou o site internacional Barchart. 

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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