Seca no Brasil afeta a safra de café 2021 e preços sobem mais de 500 pontos

Publicado em 27/11/2020 11:56 4115 exibições
Trader internacional Volcafé estima quebra de 33% para o café arábica no ano que vem

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O mercado futuro do café arábica segue operando com valorização para os principais contratos nesta sexta-feira (27). A Bolsa de Nova York (ICE Future US) retomou as negociações focando nas estimativas de quebra para a safra do Brasil. 

Por volta das 11h55 (horário de Brasília), março/21 tinha alta de 570 pontos, valendo 122,80 cents/lbp, maio/21 subia 545 pontos, negociado por 124,45 cents/lbp, julho/21 tinha alta de 520 pontos, valendo 125,90 cents/lbp e setembro/21 registrava alta de 490 pontos, negociado por 127 cents/lbp. 

O mercado começou o pregão desta sexta-feira (27) repercutindo os números da Volcafé, divulgados na última quinta-feira (26). Segundo a trader internacional, a produção de café arábica no Brasil deve ter uma quebra de 33% em 2021, consequência da falta de chuvas e intenso calor nas lavouras brasileiras. 

"Essa é a previsão da Volcafe Ltd., uma das mais maiores comerciantes de café. O Brasil provavelmente vai colher 34,2 milhões de sacas de café arábica no próximo ano, contra 51 milhões este ano", destacou a Bloomberg. 

Segundo o analista de mercado Eduardo Carvalhaes, além das condições das lavouras brasileiras, o mercado ainda busca entender as reais condições da produção na América Central - que foi atingida por dois furacações e também no Vietnã, onde o intenso volume de chuvas pode atrapalhar a colheita do conilon. 

"O clima aqui no Brasil continua preocupando muito os produtores, que relatam chuvas ainda irregulares, há ainda falta de água no solo em diversas áreas. Além disso, já tem meteorologista apontando para veranicos entre janeiro e fevereiro, outra fase importante para o desenvolvimento do café", comenta o analista de mercado Eduardo Carvalhaes na manhã desta sexta-feira. 

Na Bolsa de Londres, o mercado futuro do conilon também opera com valorização, porém com ganhos limitados. Março/21 tinha alta de US$ 3 por tonelada, valendo US$ 1414, maio/21 tinha alta de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 1426, julho/21 registrava valorização de US$ 6 por tonelada, valendo US$ 1440 e setembro/21 tinha alta de US$ 3 por tonelada, valendo US$ 1453.

 

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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