Café: Queda na produção do Brasil volta a sondar mercado futuro e preços sobem nesta 2ª

Após iniciar o pregão sem grandes variações, o mercado futuro do café arábica passou a operar com valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 13h24 (horário de Brasília), março/21 tinha alta de 470 pontos, valendo 126,30 cents/lbp, maio/21 registrava alta de 470 pontos, negociado por 128,10 cents/lbp, julho/21 subia 460 pontos, negociado por 129,55 cents/lbp e setembro/21 operava com alta de 465 pontos, valendo 131 cents/lbp.
O analista de mercado Haroldo Bonfá, analista da Pharos Consultoria, entre os muitos fatores que seguem influenciando na formação de preço no exterior, as condições das lavouras brasileiras e as baixas para a safra que vem, continuam dando suporte aos preços.
"Haverá falta de café na safra 21, isso não é dúvida nenhuma e o mercado sempre antecipa esses movimentos, estamos falando de um movimento de alta muito forte. Muitos já estão avaliando que os números para setembro/21 serão muito fortes", afirma o especialista. Haroldo destaca ainda que, neste momento, operadores já começam a observar a seca deste e as possibilidades de geadas no próximo inverno.
Além disso, o mercado segue acompanhando de perto a evolução da vacina contra o Covid-19, o que resultaria em um aumento no consumo de café. Paralelo às questões climáticas e ao consumo, o mercado também segue acompanhando a movimentação do câmbio, que vem mantendo a volatilidade.
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