Café tem terceiro dia de altas no mercado futuro: Otimismo com demanda nos EUA sustenta preços

Publicado em 18/02/2021 16:25 739 exibições
Mercado físico acompanha exterior e tem valorização acima de 2% nas principais praças produtoras

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Pelo terceiro dia consecutivo o mercado futuro do café arábica encerrou mais uma sessão com valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Mais uma vez, os preços foram sustentados por uma redução na oferta e otimismo da damenda nos Estados Unidos, principal consumidor do café brasileiro. 

Março/21 teve alta de 190 pontos, valendo 127,60 cents/lbp, maio/21 também teve valorização de 190 pontos, negociado por 129,30 cents/lbp, julho/21 subiu 195 pontos, valendo 131,20 cents/lbp e setembro/21 teve alta de 190 pontos, negociado por 132,95 cents/lbp. 

"O encolhimento da oferta de café nos EUA é positivo para os preços depois que os dados de terça-feira da Green Coffee Association mostraram que os estoques de café verde dos EUA em janeiro caíram -12,4% para 5,84 milhões de sacas. Os preços do café também estão obtendo apoio com a queda do nível de infecção da pandemia nos Estados Unidos, o que pode impulsionar a demanda e o consumo de café, uma vez que o abrandamento dos bloqueios permite que restaurantes e cafeterias reabram", voltou a destacar análise do site internacional Barchart. 

Na análise de Saulo de Carvalho Faleiros, diretor comercial da Cocapec, as altas dos últimos dias são influenciadas pelas questões cambiais. "O café está oscilando muito, sobretudo nas últimas três semanas. Assim como nas demais commodities, o mercado está especulativo e muito influenciado pelo câmbio", comenta. Em relação à seca sofrida pelo Brasil no ano passado, o especialista afirma que o mercado ainda não precifica com base na quebra do Brasil e que os números oficiais da safra, com o início da colheita em três meses, pode chegar a dar suporte aos preços nesse sentido. 

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Na Bolsa de Londres, o pregão também finalizou com valorização para o conilon. Março/21 teve alta de US$ 3 por tonelada, valendo US$ 1352, maio/21 registrou alta de US$ 1380, negociado por US$ 1380, julho/21 teve alta de US$ 7 por tonelada, negociado por US$ 1394 e setembro/21 registrou valorização de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1409.

No Brasil, o mercado físico acompanhou o exterior e também finalizou com valorização nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 2,29% em Poços de Caldas/MG, estabelecendo os preços por R$ 670,00, Guaxupé/MG teve alta de 2,02%, negociado por R$ 707,00, Varginha/MG registrou valorização de 3,65%, estabelecendo os preços por $R 710,00, Patrocínio/MG teve alta de 0,72%, valendo R$ 700,00 e Franca/SP registrou alta de 1,45%, estabelecendo os preços por R$ 700,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 2,04% em Guaxupé/MG, valendo R$ 750,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 2,10%, negociado por R$ 730,00, Varginha/MG teve alta de 1,35%, valendo R$ 750,00 e Patrocínio/MG teve alta de 0,67%, estabelecendo os preços por R$ 750,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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