Café tem ajustes nos preços e devolve mais de 2% na Bolsa de Nova York
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Depois de abrir o pregão sem grandes variações, o mercado futuro do café arábica devolve, nesta terça-feira (31), parte dos ganhos registrados na última sessão na Bolsa de Nova York (ICE Future US) e no início da tarde as principais referências recuavam mais de 2%.
Às 11h51 (horário de Brasília), dezembro/21 tinha queda de 440 pontos, negociado por 195,50 cents/lbp, março/22 recuava 430 pontos, valendo 198,10 cents/lbp, maio/22 tinha baixa de 420 pontos, cotado a 199,20 cents/lbp e julho/22 tinha queda de 425 pontos, cotado a 199,70 cents/lbp.
Na véspera, o café arábica foi impulsionado pelas condições do parque cafeeiro no Brasil. Com a seca prolongada e após duas geadas, os números da produção do Brasil na safra 22 continuam incertos.
O setor aguarda pelo retorno efetivo da estação chuvosa, apesar das previsões mais recentes indicarem condição de umidade em algumas áreas de Minas Gerais nos próximos dias. Uma chuva sem continuidade, no entanto, poderia trazer ainda mais problemas na produção e analistas apontam que o cenário segue sendo de preços firmes no médio e longo prazo.
Já na Bolsa de Londres, o café tipo conilon opera com leves altas nesta terça-feira (31). Novembro/21 tinha alta de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 2026, janeiro/22 registrava valorização de US$ 8 por tonelada, cotado a US$ 1992, março/22 tinha valorização de US$ 6 por tonelada, valendo US$ 1953 e maio/22 tinha alta de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1942.
No caso do café tipo conilon, o mercado segue acompanhando a situação no Vietnã, que na semana passada declarou novo lockdown devido ao aumento de casos com a variante Delta. Além disso, com os impasses logísticos e alta expressiva dos fretes marítimos, desde o início do ano o país vem registrando baixas nos embarques.
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