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Procafé: Atraso na colheita não é o grande problema, mas sim relatos de pouco café no pé

Publicado em 15/06/2022 16:39 e atualizado em 16/06/2022 10:00
Colheita ainda avança, mas Fundação destaca que já havia alertado produção ainda mais baixa após as geadas do ano apassado

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O mercado do café arábica acompanha a colheita da safra 22 do Brasil. As primeiras informações indicam que além de mais lenta quando comparado com os últimos anos, o produtor também vem encontrando volume de café ainda mais baixo do que o esperado, consequência do longo período de estiagem e das geadas do ano passado. 

Alysson Fagundes, pesquisador da Fundação Procafé afirma que essa era uma condição que já estava sendo alertada pela Fundação e agora está sendo confirmada pelo produtor, apesar da colheita ainda estar no início nas principais áreas de produção. "Quando se fala que não tem café no pé, quer dizer que tem pouco. Está dentro da minha expectativa, só que os produtores estavam esperando que não seria tão ruim quanto realmente está sendo", afirma. 

De acordo com pesquisador, este é um cenário que tem sido observado no Sul de Minas Gerais, Alto Paranaíba, Cerrado Mineiro e também na Alta Mogiana. "Com relação ao baixo volume do café colhido, que está aquém da expectativa do produtor é uma realidade nessas áreas", complementa. 

Acrescenta ainda que alguns fatores influenciaram para uma safra com desenvolvimento abaixo do esperado pelo setor. Entre eles, baixo crescimento das lavouras, problemas na florada e baixo pegamento na florada, seca e também as geadas. 

"A geada é o pior é deles. Em segundo lugar vem a seca, em terceiro o baixo pegamento da florada que é consequência das duas condições climáticas. Nós temos três problemas que acarretaram baixo pegamento da florada e o menor dos problemas é o crescimento porque por mais bonita que fosse a florada, era uma florada em um é pequeno. Para 2022 problema é o que não faltou, a verdade é essa", acrescenta. 

Marcos Roberto Dutra, engenheiro agrônomo que atende diversas fazendas no Sul de Minas Gerais e na Alta Mogiana, também relata que o cenário vem se apresentando ainda mais crítico do que o esperado. "Tem muitos produtores que não estão contrando nem metade do café que estava esperando, mas são muitos. Na Mogiana em especial, o problema está grave porque muitos já colheram pouco café no ano passado", complementa. 

Em uma das propriedades em que atende, Marcos relata que no ano passado a colheita foi de aproximadamente 2.800 sacas, a estimativa inicial era de uma colheita de seis mil sacas para 2022 - se não fossem os problemas climáticas, mas que com mais de 70% da área colhida, o volume total não deve ultrapassar 1.500 sacas. "Vai dar metade da safra baixa e aquela safra de seis mil sacas que precisaria para acertar as contas para esse ano não tem. Não fecha a conta e tem muito cafeicultor em setor gravíssima para fechar contas", complementa. 
 

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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