Café fecha em queda nas bolsas com pressão de custos e avanço da colheita no radar
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O mercado do café encerrou a sessão desta quarta-feira, 25 de março de 2026, em queda nas principais bolsas internacionais, refletindo um ambiente de pressão tanto pelo lado dos custos quanto pelas expectativas com a safra brasileira.
Na bolsa de Nova York, o café arábica fechou em baixa. O contrato maio/26 terminou o dia cotado a 316,10 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 1,75 pontos. O julho/26 caiu 0,65 ponto, a 309,70 centavos/lb, enquanto o setembro/26 encerrou estável, a 296,25 centavos/lb.
Em Londres, o café robusta também registrou desvalorização. O contrato maio/26 fechou cotado a US$ 3.629 por tonelada, com queda de 33 pontos. O julho/26 recuou 24 pontos, a US$ 3.557, e o setembro/26 caiu 10 pontos, encerrando a US$ 3.499 por tonelada.
O movimento de baixa ocorre em meio a um cenário de maior cautela no mercado, especialmente com a aproximação da colheita no Brasil e os impactos nos custos de produção.
De acordo com análise do Cepea, a alta recente do diesel tem gerado preocupação entre cafeicultores, principalmente neste momento de pré-colheita, quando aumenta a demanda por operações mecanizadas e transporte. O combustível mais caro tende a pressionar as margens do produtor e pode influenciar diretamente o ritmo de comercialização.
Esse fator ganha ainda mais relevância diante do calendário da safra brasileira, que se aproxima do início da colheita em diversas regiões produtoras, elevando a necessidade de logística e intensificando o uso de maquinário no campo.
Com isso, o produtor passa a enfrentar um cenário mais desafiador, combinando preços pressionados nas bolsas e custos operacionais mais elevados, o que exige maior cautela na tomada de decisão sobre vendas.
Ao mesmo tempo, o mercado segue sensível às condições da safra no Brasil, maior produtor global, e ao comportamento da oferta nas próximas semanas, fatores que devem continuar direcionando os preços no curto prazo.
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