Café tem forte baixa na bolsa de Nova York nesta quarta-feira

Publicado em 02/06/2011 08:14 475 exibições
Um movimento de liquidação de contratos por parte de fundos de investimentos, também verificado em outros mercados de commodities, provocou forte queda das cotações do café ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 2,5930 por libra-peso, em baixa de 845 pontos sobre a véspera e menor patamar desde o início de abril, de acordo com a agência Dow Jones Newswires.

O tombo assustou traders nova-iorquinos, que não descartam que a fuga dos investidores das commodities continue nos próximos dias, a depender de fatores macroeconômicos não relacionados aos fundamentos de oferta e demanda desses produtos. No longo prazo, contudo, a expectativa ainda é de preços sustentados.

"No longo prazo, o café ainda será um mercado 'altista'. A demanda vai ultrapassar a oferta", disse à agência Reuters Nick Gentile, diretor do fundo Atlantic Capital Advisors baseado em Nova Jersey. Estima-se que mesmo os melhores tratos culturais e a intensificação do uso de insumos como fertilizantes, que ganham força com os atuais preços remuneradores, serão insuficientes para acompanhar a crescente demanda.

Café tem queda de preço expressiva na Bolsa de Nova York

No acumulado dos últimos 30 dias, a desvalorização passa dos 13%. Dificuldade financeira de países europeus é um dos motivos. Segundo especialistas, a queda é provocada por vários fatores, entre eles, a dificuldade financeira de alguns países da Europa.

Eduardo Carvalhaes, analista de mercado, explica que as notícias de que os embarques do café brasileiro vão bem e a colheita está acelerada com o clima ajudando, levam a sensação de segurança ao exterior e os operadores da Bolsa acabam realizando lucros.

Os preços quando chegaram acima de US$ 3 na Bolsa de Nova York não subiram tanto aqui, a alta forte não foi acompanhada, assim como acontece agora com a queda. Os preços estão estáveis e os bons cafés perderam pouco em relação aos últimos 30 dias.

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Fonte:
Valor Econômico + Globo Rural

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