Café: Dados divulgados pelo Cecafé confirmam bom desempenho das exportações brasileiras

Publicado em 10/06/2011 17:55 528 exibições

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil divulgou esta semana os embarques brasileiros de café no mês de maio. Os números confirmam o excelente desempenho de nossas exportações e chegam a surpreender. Faltando ainda os embarques de junho para completarmos o ano-safra 2010/2011, já embarcamos 32 253 997 sacas de café, batendo o recorde, de embarques dentro de um ano-safra, de nossa longa história de exportadores de café. Com os embarques de junho, muito provavelmente fecharemos o ano-safra 2010/2011 totalizando mais de 34 milhões de sacas embarcadas! É um número excepcional, que não poderemos repetir na safra 2011/2012. Não temos estoques dignos deste nome e para repetirmos o desempenho do atual ano-safra precisaríamos colher aproximadamente 54 milhões de sacas neste ano de ciclo baixo.

Mesmo com o excepcional desempenho das exportações de café do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, os estoques de café nos países consumidores não crescem de maneira consistente. Nossos bons embarques estão sendo consumidos!

Se adotarmos para os próximos anos um crescimento conservador do consumo mundial, de 1,5% ao ano, serão necessárias aproximadamente mais dois milhões de sacas ao ano. Em dez anos, o mundo precisará de um aumento de área plantada com café maior que a do Vietnã, segundo maior produtor do mundo. Esses números explicam o nervosismo que se abate sobre o mercado de café.

Correm bem os trabalhos de colheita da nova safra brasileira. Os grãos estão igualados nas árvores e as primeiras amostras que chegam a nossas mãos apresentam muito boa qualidade. Se no decorrer da colheita for confirmada a boa qualidade dos grãos, deveremos ter um volume menor de quebra no preparo dos lotes para exportação, sobrando menos café para o consumo interno.

O que está diferente este ano é o início do período de comercialização. Os cafeicultores não mostram pressa em vender, recusando a maioria das ofertas dos compradores. Os preços são remuneradores para todos os produtos agrícolas e os produtores parecem capitalizados e conscientes do acerto em diversificarem suas lavouras. Chama a atenção o fato do café, apesar do recorde histórico em volume e receita, não conseguir um dos primeiros lugares na pauta de exportação do agronegócio brasileiro. Grande parte dos produtores brasileiros não depende mais só do café como no passado. Em 1960, cinqüenta por cento da receita cambial brasileira provinha das exportações de café. Hoje a participação do café não chega a três por cento.

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de maio foram embarcadas 2.622.471 de sacas de 60 kg de café, aproximadamente 4% (94.239 sacas) a mais que no mesmo mês de 2010 e 4% (120.580 sacas) a menos que no último mês de abril. Foram 2.040.935 sacas de café arábica e 344.758 sacas de café conillon, totalizando 2.385.693 sacas de café verde, que somadas a 230.651 sacas de solúvel e 6.127 sacas de torrado, totalizaram 2.622.471 sacas de café embarcadas.

Até o dia 9, os embarques de junho estavam em 304.500 sacas de café arábica, 55.641 sacas de café conillon, somando 360.141 sacas de café verde, mais 40.378 sacas de solúvel, contra 513.800 sacas no mesmo dia de maio. Até o dia 9, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 711.669 sacas, contra 963.371 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 3, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 10, caiu contratos para entrega em julho próximo, 600 pontos ou US$ 7,93 (R$ 12,65) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 3 a R$ 563,78/saca e hoje, dia 10, a R$ 560,06/saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 185 pontos.

 

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Fonte:
Escritório Carvalhaes

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