Boi gordo, frango e suíno vivo encerram a semana com alta de preço

Publicado em 16/11/2015 06:24

Boi Gordo: Com oferta restrita, muitos frigoríficos pagam valores acima da referência

Alex Santos Lopes da Silva
zootecnista
Scot Consultoria
 

Mercado firme. Não há facilidade de compra.

As chuvas haviam facilitado, pontualmente, o alongamento das escalas em função da dificuldade em manter os animais no confinamento, mas a semana termina novamente com oferta restrita.

Há muitas indústrias pagando valores acima da referência em todo o país, mesmo nas praças com reajuste nos preços.

No Mato Grosso do Sul, em Goiás, no Tocantins e em São Paulo, por exemplo, ou as ofertas de alguns compradores são maiores ou, pelo menos, existem relatos de boiadas compradas nos patamares mais elevados de preço.

Em São Paulo, os frigoríficos maiores possuem programações de abate completas até o início do próximo mês, mas são animais provenientes de parcerias e contratos a termo somados as compra diárias.

O mercado de carne bovina segue travado, com consumo em retração à medida que avança o mês. Ou seja, as vendas de carne recuando ao mesmo tempo em que preços da arroba estão em alta deixam claro que a oferta de boiadas é curta.

A exportação tem ajudado. O resultado parcial de embarques diários de carne in natura na primeira semana de novembro indica um crescimento de 27,0% em relação ao mesmo período do ano anterior
 

Frango Vivo: Preços continuam em alta e semana encerra com valorização no PR e SC

Por: Sandy Quintans // André Lopes

Nesta sexta-feira (13), os preços para o frango vivo encerraram estáveis, depois de uma semana de valorizações em diversas praças de comercialização. Com a demanda da primeira quinzena do mês mais aquecida, as cotações para o vivo reagiram e podem apresentar novas altas ainda nos próximos dias.

De acordo com informações do Cepea, os atuais patamares de preços chegam a superar aqueles praticados há um ano, em valores reais. Estas altas são impulsionadas principalmente pelo bom desempenho das exportações, além da necessidade de ajustes devido ao aumento significativo nos custos de produção.

Além disto, frigoríficos também têm intensificado as compras, impulsionado pela demanda aquecida, a proximidade das festas de final de ano, além do alto preço de proteínas concorrentes – como a carne bovina. De acordo com informações da Scot Consultoria, “as vendas estão em bons volumes e a oferta ajustada à demanda, mantendo o mercado firme”.

Preços

O levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, aponta que quase todas as praças apresentaram valorização de preços na semana, em que Maringá (PR) teve a maior alta – de 13,04%. Na praça, os preços subiram R$ 0,30 e a semana encerra com negócios a R$ 2,60/kg. Em Toledo, também no Paraná, a valorização foi de 8,70% e o vivo valendo R$ 2,50/kg.

Nas praças de Chapecó e Palmitos, em Santa Catarina, as altas foram de 4,76%, com negócios a R$ 2,20/kg. Em Umuarama (PR), a valorização foi de 1,64% e chegou a R$  3,10/kg.

Em São Paulo (SP), que de acordo com a Scot Consultoria, atingiu o maior valor do ano, em R$ 3,10/kg – apesar da semana de preços estáveis. Já em Minas Gerais, que apresentou valorização significativa nas semanas anteriores, os preços não apresentaram mudanças e encerram a R$ 3,35/kg.

Paralisações

Nesta semana, os caminhoneiros autônomos realizaram nova greve, que acontece desde a última segunda-feira. As paralisações são motivo de preocupação para o setor, que já enfrentou perdas com as mobilizações de fevereiro, além de setembro com a greve dos Fiscais Agropecuários que prejudicaram os embarques.

Apesar disto, a ABPA (Associação Brasileira Proteína Animal) informou que foram poucos relatos sobre dificuldades para escoamento da produção e acesso a insumos, como farelo de soja e milho, visto que o movimento perder força no decorrer da semana. "Entretanto, conforme informações também dos nossos associados, é notado uma diminuição no movimento grevista", informa a entidade.

Além disto, a entidade possui uma liminar desde a primeira paralisação, que garante que todos os caminhões de associados tenham livre passagem em Rodovias Federais – medida que foi tomada para diminuir os impactos aos produtores.

“O mês de novembro será crucial para o setor recuperar perdas com a primeira greve dos caminhoneiros, além da paralisação dos trabalhos dos fiscais federais agropecuários, ocorrida entre setembro e outubro. Neste mês, grandes importadores, como a Rússia, elevam suas importações para formação de estoques para enfrentar o inverno, quando a atividade de portos é suspensa devido ao frio e ao gelo”, destaca o presidente da ABPA, Francisco Turra.

Exportações

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou os resultados parciais de embarques de carne de frango in natura para novembro, referente a primeira semana. Em volume chegam a 72,1 mil toneladas, com média diária de 18 mil toneladas. Os números apontam para aumento de 26,9% em relação a média de outubro e acréscimo de 21,2% em comparação com novembro de 2014.

Já em receita, a soma chega a US$ 106,3 milhões, com a tonelada valendo US$ 1.472,8.

Suíno Vivo: SP e SC registram baixas de preços na semana, enquanto MG e GO encerram com alta

Por: Sandy Quintans // André Lopes

Nesta sexta-feira (13), uma nova baixa foi registrada para o suíno vivo. Mais uma vez, a bolsa de suínos de Santa Catarina encerra a semana com perdas. Na praça, a referência passa de R$ 3,70/kg para R$ 3,80/kg – uma baixa de 2,63%. Além de Santa Catarina, a praça paulista também encerra a semana em campo negativo.

Segundo informações da Scot Consultoria, apesar da ligeira melhora nas vendas na semana, com a chegada da segunda quinzena do mês, a comercialização pode estagnar. “A tendência é de estabilidade nas cotações nos próximos dias, mas quedas não estão descartadas”, informa o boletim.

Por outro lado, o poder de compra dos suinocultores apresentou melhora em São Paulo, em que é possível comprar 7,68 quilos de milho com um quilo de suíno, um aumento de 1,3% em apenas uma semana.

Preços

Segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, a maior desvalorização ocorreu em São Paulo. Após o rcuo de 3,66%, ao vivo passa a ser comercializado entre R$ 78,00 a R$ 79,00 – o mesmo que R$ 4,16/kg a R$ 4,21/kg. A referência anterior, praticada nas duas últimas semanas, estava entre R$ 80,00 a R$ 82,00/@.

Já em Goiás e Minas Gerais, a semana encerrou positiva, após a alta de 2,38%, com a referência em R$ 4,30/kg. Nas últimas semanas, a praça vinha apresentando constantes desvalorizações.

Em Rio Grande do Sul a semana foi de estabilidade. A pesquisa semanal realizada pela ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul), os valores pagos aos suinocultores ficaram em R$ 3,87/kg, enquanto para os integrados a média fechou em R$ 3,13/kg – também com estabilidade. Apesar da estabilidade, os atuais preços estão bem abaixo aos praticados há um ano, quando os produtores independentes estavam recebendo R$ 4,85/kg.

Paralisações

A preocupação do setor ficou também com a greve dos caminhoneiros, que acontecem em diversas partes do país desde segunda-feira. Informações divulgadas pelo Cepea apontam que a situação é de preocupação para o setor, que já enfrentou perdas significativas na greve que aconteceu em fevereiro deste ano, além da paralisação dos fiscais agropecuários que trouxe impactos negativos aos embarques em setembro.

“Para o mercado suinícola, a questão é especialmente grave porque pode dificultar o escoamento da carne neste momento em que está competitiva frente à bovina e de frango”, aponta os pesquisadores. Além disto, historicamente este é período em que atacadistas começam a preparar os estoques para as comemorações de final de ano.

Apesar disto, a ABPA (Associação Brasileira Proteína Animal) informou que foram poucos relatos sobre dificuldades para escoamento da produção e acesso a insumos, como farelo de soja e milho, visto que o movimento perder força no decorrer da semana. "Entretanto, conforme informações também dos nossos associados, é notado uma diminuição no movimento grevista", informa a entidade.

Exportações

Na última segunda-feira, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou os resultados parciais de embarques para carne suína in natura,referente a primeira semana de novembro. Em volume, as exportações chegam a 14,8 mil toneladas, com média diária de 3,7 mil toneladas. Já em receita, a soma aponta para US$ 34,2 milhões. 

 

 


 

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Fonte:
Notícias Agrícolas + Scot

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