Boi gordo e suíno vivo em recuperação em algumas praças; Frango fecha estável

Publicado em 13/09/2016 07:56
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Boi Gordo: Margens maiores dos frigoríficos possibilitam pagamentos maiores pela arroba e o mercado está em alta

Por Juliana Serra, médica veterinária da Scot Consultoria

Mercado do boi gordo em alta.

Apesar de não ser comum, o mercado iniciou movimentado nesta segunda-feira. Houve reajuste positivo para a arroba do macho terminado em nove praças

Na maior parte das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria, ainda há resistência de alguns compradores em pagar mais pela matéria-prima. Mas, quem precisa comprar, acaba tendo que aumentar os preços.

A disponibilidade de animais terminados é limitada. Além disso, as recentes melhoras nas margens de comercialização permitem que negócios aconteçam em patamares de preços maiores, quando necessário.

No atacado, preços estáveis depois das altas seguidas, com o boi casado de animais castrados cotado em R$9,96/kg, preço 17,5% mais alto que há um mês. 

Para o curto prazo, fica a expectativa quanto aos preços da carne e à margem das indústrias, que podem permitir pagamentos maiores para o boi gordo.

Frango Vivo: Mercado inicia a semana com cotações estáveis nesta 2ª feira

Por Sandy Quintans

As cotações para o frango vivo seguiram registrando estabilidade nesta segunda-feira (12). Com isso, São Paulo manteve referência em R$ 3,10/kg, enquanto que Minas Gerais trabalha com preços de R$ 3,30/kg. Na última semana, o mercado já vinha trabalhando com cotações estagnadas.

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, explica que a tendência segue de alta nesta primeira quinzena. “A expectativa ainda é por reajustes durante a primeira quinzena de setembro, período que conta com boa fluidez de negócios”, sinaliza.

No atacado, inclusive, houve altas para a carne. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) os preços da carne na Grande São Paulo atingiram recordes nominais, com a cotação do resfriado na média de R$ 4,62/kg e o congelado, de R$ 4,60/kg. Nas demais regiões, o cenário também foi de alta, apesar de não chegar a patamares recordes.

Já os custos de produção, voltaram a registrar recuo em agosto, segundo aponta dados da Embrapa Suínos e Aves. O ICPFrango/Embrapa teve redução de 2,65% em relação a julho, atingindo 219,28 pontos.

Por outro lado, nos últimos 12 meses houve a alta foi de 21,70% e no acumulado do ano, 9,84%. No fator nutrição, apenas em agosto houve redução de 2,84%.

Exportações

Para os embarques, os resultados de setembro continuam satisfatórios, segundo aponta dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) nesta segunda-feira. Em seis dias úteis, foram exportados 115,8 mil toneladas.

Com média diária de 19,3 mil toneladas, o resultado é 34,9% superior aos dados por dia de agosto e 21,6% que o mesmo período do ano passado. Em receita, os dados apontam para US$ 190,1 milhões, com valor por tonelada em US$ 1.642,4. 

Suíno Vivo: Preços interrompem baixas e São Paulo e Rio Grande do Sul voltam a registrar alta nesta 2ª feira

Por Sandy Quintans

Nesta segunda-feira (12), as cotações para o suíno vivo registraram altas em São Paulo e Rio Grande do Sul. Com isso, o movimento de pressão nos preços começa a ser interrompido e podem ser favorecidos pelo período de demanda aquecida no mês.

Em São Paulo, a bolsa de suínos definiu negócios em R$ 75 a 75/@, o que equivale a R$ 4,00 e R$ 4,16 pelo quilo do vivo. Na fechamento anterior, a reunião havia fechado um valor abaixo disto, porém no decorrer da semana houve uma mudança no mercado –inclusive registrando negócios acima do valor de referência.

A APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos) chegou a divulgar venda de 180 suínos a R$ 77/@ em Jambeiro (SP), justamente no período de feriado de Dia da Independência. Com isso, o mercado já indicava uma mudança em relação aos últimos dias.

No Rio Grande do Sul, o preço médio para os produtores independentes passou para R$ 3,90/kg, segundo pesquisa realizada pela ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul). Os preços atuais indicam alta de R$ 0,03 em relação a divulgação da última semana. Já o valor médio aos suinocultores integrados passou para R$ 2,96/kg.

Já para os insumos, o valor médio para o milho teve retração no estado e passa para R$ 42 pela saca de 60 quilos. Para o farelo de soja, a média teve alta e passou de R$ 1.215,00 pela tonelada no Rio Grande do Sul.

Nas últimas semanas, o cenário foi de pressão nas cotações, apesar da primeira quinzena do mês ser o período de consumo aquecido, devido ao recebimento de salários. Para o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o mercado deve ter melhora nos próximos dias.

“A perspectiva é de uma acomodação nos preços nos próximos dias, levando em conta que parte da massa salarial ainda está sendo paga para a população”, avalia.

Além disto, os custos de produção voltaram a apresentar redução em agosto, segundo aponta levantamento da Embrapa Suínos e Aves. O ICPSuíno/Embrapa caiu 0,46% em comparação ao levantamento de julho, com 246,70 pontos. No acumulado do ano, a alta nos custos de produção já atingem 19,87% e nos últimos 12 meses, 28,73%.

Exportações

Já os embarques de carne suína in natura seguem registrando dados positivos em setembro, segundo dados divulgados Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 6 dias úteis foram exportados 24,3 mil toneladas, com média diária de 4,1 mil toneladas.

Em relação aos embarques por dia em julho de agosto há um acréscimo de 62,1% e em comparação ao ano passado subiu 88,5%. Já em receita, as exportações chegam a US$ 54,6 milhões, com a tonelada em US$ 2.245,6.

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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