Demanda fraca limita valorizações do frango e suíno vivo; Boi gordo em alta

Publicado em 30/09/2016 08:14 e atualizado em 30/09/2016 17:44
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Boi Gordo: Oferta limitada de boiadas mantém mercado com preços sustentados

Por Felippe Reis, zootecnista da Scot Consultoria

Viés de alta no mercado.

As indústrias de menor porte, que não possuem parcerias e contratos de boi a termo, têm tido dificuldade em alongar as programações de abate, o que colabora com ofertas de compra acima da referência, a fim de preencher as escalas.

O lado positivo para as indústrias é a melhora das margens de comercialização, o que permite aos frigoríficos pagamentos melhores para a arroba dos animais terminados.

Com isso, têm sido observadas valorizações na maioria das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria. Das trinta e duas praças pesquisadas houve valorização para o boi gordo em três.

No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,76/kg. Na comparação com o início da semana houve queda de 4,1%, contudo, frente ao início do mês houve valorização de 3,9%.

Para curto e médio prazos a expectativa é de que os preços se mantenham firmes.

Suíno vivo: Demanda fraca limita valorizações no mercado independente

Por Larissa Albuquerque

As cotações do suíno vivo no mercado independente encerraram estáveis nesta quinta-feira (29). No início da semana Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul definiram manutenção nas cotações, enquanto Santa Catarina registrou acréscimo de R$ 0,10 na referência, fechando cotado a R$ 3,90/kg.

De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) a demanda fraca também vem pressionando os preços da carne no atacado.

Na grande São Paulo, a carcaça sofreu queda de 2,8%, fechando a R$ 6,05/kg. Já os valores da carcaça comum se mantiveram estáveis no período, com o produto cotado a R$ 5,79/kg

"Pelo menos até o início de outubro e o consequente recebimento dos salários, agentes do segmento frigorífico consultados pelo Cepea não apostam em melhora significativa da demanda por carne", afirmou o Centro em seu boletim semanal.

E esse cenário de dificuldade na evolução das cotações já traz reflexo a cadeia produtiva. "Há um acumulo de prejuízo muito forte dentro de nossa atividade, um abandono de muitos produtores, em especial os independentes, que estão saindo da atividade por não enxergarem um universo promissor e isso preocupa demais o setor, principalmente em Santa Catarina que é um Estado diferenciado de sanidade, que tem uma mão de obra inigualável, e que cada vez mais está difícil fazer um sucessor dentro da propriedade rural, por essas questões da crise e falta de atenção de nossos políticos quando se trata do meio rural”, desabafa o presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivanio Luiz de Lorenzi.

Importação Milho

Com objetivo de manter o abastecimento no mercado interno, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou - no final da tarde de ontem - a redução 8% para zero por cento da tarifa de importação de milho de terceiros países (fora do Mercosul).

Frango vivo: Mercado fecha estável nesta 5ª feira

Por Larissa Albuquerque

O mercado independente de frango vivo encerrou mais um dia com preços estável. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, "o desempenho está de acordo com a realidade da segunda quinzena, que é de demanda fraca”.

Ao longo de todo o mês de setembro as cotações permaneceram estáveis nas principais praças de comercialização. Em São Paulo o preço médio negociado está em R$ 3,10/kg, mas segundo a Scot Consultoria há relatos de negócios abaixo da referência.

Já no mercado atacadista, a carcaça de frango apresentou valorização de 6,6%, em setembro. Dessa forma, a relação de troca entre a proteína bovina e a de frango está em 2,1, ou seja, com o preço de um quilo de boi casado no atacado, é possível adquirir 2,1 quilos de carcaça de frango. Em agosto esta relação era de 1,9 segundo relatório da Scot Consultoria.

No mercado de Minas Gerais a cotação permanecesse em R$ 3,30 o quilo do animal vivo desde o início do mês.

Insumo

No final da tarde de quarta-feira (28) a Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou a redução8% para zero por cento da tarifa de importação de milho de terceiros países (fora do Mercosul).

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro e Silva, as decisões da Camex visam a garantir o abastecimento do produto no mercado interno.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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