Demanda não reage e limita valorização das carnes

Publicado em 07/10/2016 08:03 e atualizado em 07/10/2016 18:19
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Boi Gordo: Com demanda fraca preço da carne cai, mas valores para arroba seguem firmes

Por Felippe Reis, zootecnista da Scot Consultoria

A oferta limitada de boiadas exerce pressão de alta no mercado e faz com que algumas indústrias, principalmente as de menor porte, que não possuem parcerias e contratos de boi a termo, ofertem preços acima da referência.

Em Goiás, por exemplo, a oferta restrita de animais tem resultado em valorização para o boi gordo. Em ambas as praças do estado a arroba do macho terminado está cotada em R$141,00 a vista.

Porém, mesmo com o início do mês, o lento escoamento da carne com osso no mercado atacadista tem causado queda de preços no mercado.

O boi casado de animais castrados e inteiros está cotado em R$9,59/kg e R$9,34/kg, respectivamente. Quedas semanais de 1,7% e 2,2%, na mesma ordem.

Apesar das desvalorizações da carne observadas nessa semana, o viés do mercado do boi gordo é de alta.

Suíno Vivo: Cotações fecham estáveis nesta 5ª feira e mercado aguarda reação

Por Sandy Quintans

As cotações para o suíno vivo voltaram a encerrar estáveis nesta quinta-feira (06). Na semana, a maioria das praças de comercialização definiu referência de negócios estáveis e aguardam a recuperação do mercado – diante de uma demanda enfraquecida com os problemas econômicos do país.

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontou em seu boletim semanal que o mercado está lento, mas há a expectativa de melhoras ainda na primeira quinzena de outubro. “Agentes consultados pelo Cepea têm expectativa de que os valores reajam com mais força no final da semana, devido ao recebimento dos salários”, apontam os pesquisadores.

Em nota divulgada pela APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), o presidente da ASEMG (Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais), Antônio Ferraz, aponta que o mercado na região está equilibrado e que a preocupação são os custos de produção. Na praça, o suíno vivo é comercializado em R$ 4,20/kg há algumas semanas, enquanto que a média estadual para os custos de produção também está nesse valor.

“Assim como os demais estados do Brasil Minas está passando por momentos bastante difíceis, o farelo de soja está custando algo em torno de R$ 1.350,00 enquanto a saca de 60 quilos de milho chega a R$ 45,00. Veremos agora se com a liberação da importação de milho dos EUA, que acaba de acontecer pela CTNBIO as perspectivas em relação ao grão melhorem”, explica.

Na tarde desta quinta-feira, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) liberou a importação de milho transgênico dos Estados Unidos, situação era esperada pelo setor de Proteína Animal para enfrentar o problema de escassez e preços altos do cereal no mercado doméstico. Até então, apenas uma variedade havia sido liberada, o que impediria a compra, visto que não havia a possibilidade de separar os carregamentos.

O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, disse em entrevista à Reuters que a expectativa é que com a autorização o setor possa ser abastecido até a entrada da safra de verão. "Não significa que vamos importar quantidades que comprometam (a demanda da) próxima safra (do Brasil). Vai compatibilizar custos, vamos ter garantia de exercer nossa atividade", disse Turra à Reuters. 

Frango Vivo: Cotações voltam a encerrar estáveis nesta 5ª feira

Por Sandy Quintans

Assim como nos últimos dias, as cotações para o frango vivo voltaram a registrar estabilidade nesta quinta-feira (06). O mercado aguarda recuperação de preços nesta primeira quinzena com o aquecimento da demanda no início do mês – devido ao período de recebimento de salários.

Em São Paulo, a cotação ainda é de R$ 3,10/kg desde o final de agosto, enquanto que Minas Gerais trabalha com R$ 3,30/kg. Apesar dos preços firmes, a Scot Consultoria aponta que negócios foram registrados abaixo do valor de referência na praça paulista.

“Em curto prazo, a expectativa é de que as vendas apresentem ligeiro incremento, uma vez que no início do mês a população está mais capitalizada”, aponta a consultoria. 

Para os custos de produção, a decisão da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) de liberação de milho transgênico dos Estados Unidos na tarde desta quinta-feira pode trazer alívio aos produtores. A situação era esperada pelo setor de proteína animal para enfrentar o problema de escassez e preços altos do cereal no mercado doméstico.

Até então, apenas uma variedade havia sido liberada, o que impediria a compra, visto que não havia a possibilidade de separar os carregamentos. O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, disse em entrevista à Reuters que a expectativa é que com a autorização o setor possa ser abastecido até a entrada da safra de verão.

"Não significa que vamos importar quantidades que comprometam (a demanda da) próxima safra (do Brasil). Vai compatibilizar custos, vamos ter garantia de exercer nossa atividade", disse Turra à Reuters.

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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