Mercado de carnes segue pressionado na semana

Publicado em 29/03/2017 08:11 e atualizado em 29/03/2017 11:23
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Mercado do boi gordo pressionado

Por Scot Consultoria

O cenário vigente, apesar das notícias positivas em relação ao mercado externo, ainda é de pouco volume de negócios.

As ofertas de compra, com cotações deprimidas, são correntes, mas os vendedores, pecuaristas, estão retraídos e vendendo somente para pagar os compromissos imediatos.

Especula-se que as cotações de balcão deverão sofrer ajustes quando o mercado voltar à normalidade, mas naquelas praças onde a queda foi profunda, a recuperação certamente será mais difícil ou parcial.

Em função desse cenário obscuro, o melhor é aguardar.

Um dos efeitos, da bronca com a carne bovina é que o consumidor ficou com medo da carne embalada e preferiu a carne desmontada na sua frente. Em função disso, no mercado atacadista a carne desossada vendeu e a com osso mais. Fenômenos da crise.

No Sul do Tocantins, os compradores estão fora das compras e por isso a referência do dia anterior foi mantida.

Suíno vivo: Semana de baixa nos preços do mercado independente

Por Larissa Albuquerque

A semana segue sendo de baixa nas cotações do suíno vivo no mercado independente. Acompanhando a sinalização do Rio Grande do Sul na segunda-feira, outras praças também informaram recuo nos preços de referência.

Em São Paulo, a bolsa de comercialização de suínos, definiu preços entre R$ 81,00 a R$ 83,00/@. A nova cotação está 7,71% abaixo do último fechamento, segundo levantamento de preço realizado pelo Notícias Agrícolas.

Em Minas Gerais a queda foi de R$ 0,30 por quilo de animal vivo. A média dos negócios apontada pelo Mercominas ficou em R$ 4,20/kg contra os R$ 4,50/kg praticados na ultima semana.

Segundo analistas, além dos impactos da Operação Carne fraca, a falta de liquidez também está somada a segunda quinzena do mês e o período de quaresma, onde tradicionalmente o consumo interno é reduzido.

Também nesta terça (28) o governo de Honk Kong anunciou a suspensão dos embargos à carne brasileira. Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteínas Animal) o retorno do país asiático, juntamente com outros seis mercados, "deve colocar as exportações de carne em situação próxima da normalidade".

Frango vivo: Cotação do vivo em SP cai 1,8% em sete dias

Por Larissa Albuquerque

A cotação do frango vivo cedeu nos últimos dias, influenciada pela cautela dos compradores. Em sete dias o quilo do animal vivo caiu 1,8%, terminando cotado a R$ 2,65. Preço que também é observado em Minas Gerais.

De acordo com a analista, Juliana Pila, da Scot Consultoria, não estão descartadas novas quedas em função da especulação no período. "Os compradores seguem com cautela devido ao menor consumo natural neste período do mês e também pelos possíveis efeitos da repercussão gerada pela operação “Carne Fraca” e suas consequências para o mercado interno e externo", diz.

No atacado o cenário também é de baixa nos preço. Na Grande São Paulo a carcaça de frango é cotada em R$ 3,45/, uma queda de 3,6% também nos últimos sete dias.

Mas, a expectativa é de que as exportações e a demanda doméstica retomem a normalidade no decorrer da semana. Nesta terça (28) o governo de Honk Kong anunciou a suspensão dos embargos à carne brasileira. Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteínas Animal) o retorno do país asiático, juntamente com outros seis mercados, "deve colocar as exportações de carne em situação próxima da normalidade".

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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