Países produtores de carne propõem reduzir barreiras internacionais
A reunião anual da International Beef Aliance (Aliança Internacional da Carne - IBA) definiu algumas diretrizes para redução de barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio internacional da carne bovina. O encontro foi realizado na última semana, em Assunção, capital do Paraguai, entre representantes dos sete países membros da entidade, Canadá, México, Estados Unidos, Brasil, Paraguai, Austrália e Nova Zelândia.
A principal agenda definida foi a orientação para que os membros da IBA influenciem os porta-vozes de seus países a diminuir ou até mesmo eliminar os subsídios distorcivos ao comércio internacional, pois prejudicam os produtores mais eficientes. Os sete integrantes da entidade somam ais 50% das exportações de carne bovina mundial.
A decisão tomada pela diretoria tem por objetivo ampliar o mercado internacional da carne e evitar bloqueios econômicos ao comércio de carne bovina. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) representa o Brasil na IBA e participou do encontro realizado em Assunção.
Durante a reunião, o diretor-técnico, Francisco Sales de Manzi, e o diretor de relações internacionais, Ricardo Arruda de Figueiredo, participaram de todas as discussões técnicas e políticas.
Além do estimular a maior participação na política comercial internacional, a entidade reiterou o compromisso com produção de carne sustentável e a garantia de atender às expectativas dos consumidores em todo o mundo. “Esses princípios são vitais para todos os países-membros”, traz a carta assinada por todos os participantes da IBA.
Para os integrantes do IBA, embora haja avanços nas negociações nos últimos anos, o mercado mundial de carne ainda permanece muito travado com o uso de tarifas, cotas de participação e aumento do uso de restrições através de barreiras não tarifárias.
O diretor Francisco Manzi explica que a IBA é uma entidade que visa desenvolver e fortalecer o comércio internacional da carne e, para isso, reúne questões técnicas e políticas em busca de definições claras para o regimento deste mercado. “Aqui identificamos as barreiras tarifárias e não tarifárias impostas por países compradores e exportadores e avaliamos meios para reduzir ao máximo essas barreiras”, afirmou Manzi.
Mais do que questões de mercados, a IBA também debates sobre a produção sustentável, em todos os aspectos, de proteína vermelha. Para isso, todos os integrantes expõem suas experiências e diferenciais produtivos. O diretor de relações institucionais da Acrimat, Ricardo Arruda, explica que um dos principais diferenciais de estar do IBA é o intercâmbio de experiências entre os membros. “Cada país tem sua realidade e experiência de produção e mercado. Assim podemos nos espelhar em exemplos de outros países e também contribuir para ampliar nosso mercado e colocar a carne brasileira em mais mesas”, avalia Ricardo Arruda.
A carta resultante do encontro foi assinada e divulgada, em três idiomas, por todos os integrantes da IBA. O documento pode ser acessado no site da Acrimat.
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