Temperatura no Centro-Norte passa de 40° graus

Publicado em 16/09/2016 17:44
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Segundo Inmet, próximos dias também devem continuar quentes e secos

Uma massa de ar quente e seco sobre grande parte do centro do Brasil contribui para elevar as temperaturas índices extremos e baixar a umidade relativa do ar. Durante esta semana, a rede de observações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, registrou temperaturas superiores aos 40º C em várias localidades do Centro-Oeste, interior do Nordeste e nos estados do Tocantins e Minas Gerais.

No dia 13, a estação meteorológica de Caxias (MA) teve a tarde mais quente do ano até então: 42 °C. Este índice supera ainda o antigo recorde para o mês de setembro desde 1961, quando a temperatura chegou a 41,9°C no dia 25/9/2011.Em Palmas (TO), tanto as temperaturas máximas quanto as mínimas estão elevadas. Desde o início do mês de setembro, as máximas ficaram acima dos 40 °C, exceto no dia 9, quando foi registrado 36,5°C.

Na capital federal, a situação não é muito diferente. Há 15 dias, as temperaturas no período da tarde ficaram acima dos 30°C, exceto no dia 3, que foi de 29,9°C. Em Brasília, foi registrada a maior temperatura do ano, até então: 34,2°C no dia 14/9. Esse índice corresponde ao segundo maior da série histórica para o mês de setembro desde 1961 e fica atrás apenas dos 35,8°C em 25/9/2015.

Além das altas temperaturas, a baixa umidade relativa do ar também é destaque. Os índices ficaram abaixo dos 30% em uma porção significativa do país.

A previsão do tempo para os próximos dias (até 19/9/2016) não indica mudanças no cenário, ou seja, os dias continuarão quentes e secos nas regiões Centro-Oeste, interior da Região Nordeste e nos estados do Tocantins e Minas Gerais.

Veja aqui a nota completa do Inmet.

 

Tempo seco impede plantio de soja em Mato Grosso na abertura da temporada

Por Gustavo Bonato/ REUTERS

SÃO PAULO (Reuters) - A falta de umidade no solo tem impedido o início do plantio de soja em Mato Grosso, principal Estado produtor de grãos no país, apesar de a nova temporada ter começado oficialmente nesta sexta-feira, disseram produtores rurais.

O dia 16 de setembro marca o primeiro dia sem a vigência do vazio sanitário, período em que é proibido haver plantas de soja no campo, com o objetivo de evitar a perpetuação de fungos nocivos, de uma safra para outra.

Contudo, a ausência de chuvas constantes nos últimos dias faz com que os agricultores mantenham as máquinas paradas, à espera de condições adequadas para a germinação das sementes.

"Tem dado apenas chuvas bem esparsas. Está difícil começar o plantio", disse o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, maior município produtor de soja do Brasil, Laércio Lenz.

Segundo ele, apenas lavouras com irrigação, que representam apenas uma pequena fração da área plantada, iniciaram os trabalhos da nova safra.

Situação semelhante se repete em Lucas do Rio Verde, outro grande município produtor de grãos.

"Está muito seco. Talvez ocorram chuvas no final de semana, aí provavelmente alguns vão começar a plantar", disse o presidente do sindicato rural local, Carlos Simon.

Muitos produtores buscam antecipar o calendário de cultivo da soja, tentando garantir uma boa janela de clima para o plantio subsequente, de milho ou algodão. Mesmo assim, especialistas explicam que não há prejuízo para as produtividades de soja se as lavouras não forem implantadas imediatamente.

Na avaliação do diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja MT), Nery Ribas, é necessária cautela neste momento de custos elevados, principalmente das sementes.

"O risco é muito alto. Como vou colocar uma semente tratada, cara, no solo sem chuvas suficientes?", disse ele. "O produtor tem que ficar com um olho na plantadeira e outro na previsão do tempo."

A Somar Meteorologia disse nesta sexta-feira que a partir do domingo chove de forma pouco intensa e mais dispersa em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, especialmente a partir da próxima terça-feira.

"As melhores chuvas das próximas semanas acontecerão entre os últimos dias de setembro e primeiros dias de outubro. Apesar desta boa chuva, isto não representará regularização da precipitação. Boa parte de outubro será com tempo seco e temperatura elevada", destacou a Somar, em relatório diário.

Até 20 de setembro, pelo menos, não há previsão de nenhuma precipitação relevante no norte e no sul de Mato Grosso, segundo os modelos climáticos da empresa.

Fonte: MAPA + Reuters

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