Argentina: geadas continuam em Córdoba, mas sem afetar cultivos

Publicado em 08/06/2017 09:43
319 exibições

Desde o final de maio e na primeira semana de junho, uma imagem vem se repetindo na província de Córdoba, Argentina: campos que amanhecem brancos por conta das geadas da madrugada.

Nesta quarta-feira (7), o partido de Hernando marcou a temperatura mais baixa, com -1,6ºC, enquanto a maioria dos departamentos do Sul tiveram alguma localidade com a mínima abaixo de zero, segundo os registros da Rede de Estações Meteorológicas da Bolsa de Cereais da província.

Com exceção da parte norte, toda a província teve zonas com menos de 3ºC, limite a partir do qual se considera que há geadas que podem afetar a produção.

Sem danos

De todos os modos, essa onda de frio se dá em um período normal para estas temperaturas no ano, já que não há impacto geral nos cultivos, salvo alguns lotes pontuais que não foram colhidos a tempo de soja ou de amendoim.

César Alonso, coordenador do Departamento de Informação Agroeconômica (DIA) da Bolsa de Cereais, disse ao Agrovoz que não recebeu informações de danos por parte da sua rede de colaboradores.

"Os cultivos de inverno não foram plantados ainda ou estão debaixo da terra; soja e milho já está quase todo plantado e, o que falta colher de milho, inclusive em caso de plantas verdade, é beneficiado por geadas como essas, que não são de grande intensidade", apontou Alonso.

Tradução: Izadora Pimenta

Fonte: Agrovoz

1 comentário

  • Liones Severo Porto Alegre - RS

    Interessante : em Chicago se comenta que a safra de soja argentina será abaixo de 50 milhões de tons e a geada sobre o milho oferece a aflatoxina que elimina seu consumo. Em outro comentário li que o rendimento do milho americano poderia aumentar para 180 bu/acre, entretanto o consenso dos operadores da CBOT diz que nem mesmo os 170,3 bu/acre estimado pelo USDA, será possível de ser alcançado e que avaliam que o rendimento deve ficar ao redor de 163 bu/acre, que resultaria em uma quebra de safra importante.

    2
    • Marcelo Luiz Campina da Lagoa - PR

      Sempre foi assim. Na mesma reportagem ou artigo que noticiam alguma quebra de safra, anunciam algum aumento de produção ou diminuição da demanda . Não permitem que os preços tenham aumento para os produtores. Se é mesmo verdade que teremos que nos próximos 30 anos teremos que produzir tantos alimentos como foram produzidos nos últimos 10.000 anos, a estratégia não é das melhores. Produtor rural descapitalizado e desanimado não aumenta produção. Pior ainda, não mantêm a próxima geração no campo.Está claro que existe uma intenção de manter os preços baixos, só não me é claro quem está por trás disto. Não acredito que seja interesse das traders, pois financiam muito o agronegócio e preços baixos aumenta o risco de não recebimento. Além do mais, eles tem sua margem de lucro na intermediação. Os governos tem grande interesse em manter os preços dos alimentos baixos. Mas acredito que o tal mercado financeiro é que dita as regras disso aí.

      0
    • Edmundo Taques Ventania - PR

      Fundos de Investimento so tem um interesse, ganhar dinheiro a curto prazo. São eles que dominam e determinam o andamento do mercado, conforme dita alguma formula matemática de algorítmica de seus computadores. Todo o resto na cadeia produtora e compradora final de grãos são apenas engrenagens dessa maquina.

      0
    • Liones Severo Porto Alegre - RS

      Caros amigos, os produtores brasileiros precisam criar urgente uma formatação de uma estratégia comercial genuinamente brasileira. Enquanto ficarmos repetindo as informações e estimativas que os americanos nos vendem, estaremos sempre nos seus domínios. A safras crescem e a operacionalização dos preços de todas as commodities agrícolas precisam necessariamente passar em contratos de venda e/ou compra na Bolsa de Chicago, a qual pode estar vencida na sua dimensão operacional. O que nos falta é exatamente dimensionar os fatores de mercados que são concorrentes e limitados. As agencias e instituições brasileiras continuam divulgando as exportações de soja deste ano em 61/63 mlnt, conquanto já no final deste mês de junho os embarques totais deverão se aproximar dos 50 milhões de tons, sendo que para o destino China atingiremos os 38 milhões de tons, ou o total embarcado em todo o ano passado. É evidente que as exportações de soja ficarão muito acima dessas estimativas, mas ninguém fala porque essa informação seria extremamente importante para os produtores, e assim o faz o USDA com suas vendas semanais efetivas muito acima da estimativa porque precisa manter sua aferição de demanda reduzida para segurar os preços. O Brasil é o maior exportador mundial de soja e precisa impor sua condição de protagonista.abraços

      1
    • leandro carlos amaral Itambé - PR

      Como se diz Luladrao,temos um MAPA ACOVARDADO....

      Só sabe ferrar o produtor,aonde já se viu essas importações absurdas que fazem de trigo,milho,café,leite...estão acabando com a cadeia produtiva....

      0