Barry se move para interior de Nova Orleans, deixa chuva e inundações pelo caminho

Publicado em 13/07/2019 10:50 e atualizado em 14/07/2019 15:04
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A tempestade se desloca para o interior do Golfo do México, causando temor da repetição calamidade de 2005 do furacão Katrina

NOVA ORLEANS (Reuters) - A tempestade tropical Barry se arrastou pelo noroeste da Louisiana neste domingo, ameaçando tornados e deixando cair 15 polegadas de chuva em alguns lugares para criar condições de inundação ao longo do rio Mississippi.

    Barry, que atingiu a costa como furacão de categoria 1 no sábado e enfraqueceu rapidamente para uma tempestade tropical, estava a 85 quilômetros a sul-sudeste de Shreveport, com ventos máximos sustentados de 65 quilômetros por hora no domingo de manhã.

    Temores de que Barry possa devastar a cidade de Nova Orleans, como o furacão Katrina em 2005, são infundados, mas a chuva prevista ainda pode causar inundações que ameaçam vidas, disse o Serviço Nacional de Meteorologia.

    Nova Orleans teve uma chuva leve no domingo de manhã, e igrejas e várias empresas foram abertas, incluindo algumas na rua Tchoupitoulas ao longo do rio Mississippi. Ruas no popular bairro dos jardins da cidade estavam mais silenciosas do que o normal, mas alguns corredores se aventuraram, de acordo com uma testemunha da Reuters.

    Até 15 polegadas de chuva ainda eram esperadas em algumas partes do centro-sul da Louisiana no domingo, informou o Serviço Meteorológico.

    Esperava-se que a chuva elevasse o rio Mississippi, já acima do seu nível normal, mas não ultrapassasse os diques.

    O rio Mississippi subiu na sexta-feira à noite em Nova Orleans a pouco menos de 17 pés (5,18 metros), informou o Serviço Meteorológico Nacional, muito abaixo de uma previsão anterior de 6,1 metros, próxima à altura dos diques da cidade.

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  • Barry atinge Louisiana e enfraquece para tempestade tropical

NOVA ORLEANS (Reuters) - O furacão Barry enfraqueceu para uma tempestade tropical quando atingiu a costa de Louisiana nESTE sábado, depois de uma mudança para o oeste que parecia ter poupado Nova Orleans das enchentes maciças temidas no início desta semana.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA, que classificou Barry como o primeiro furacão do Atlântico de 2019 apenas algumas horas antes, disse que a tempestade chegou à costa perto da Intracoastal City com ventos máximos sustentados que caíram para 70 milhas por hora (115 km/h).

    Um enfraquecimento adicional para uma depressão tropical era esperado no domingo, quando Barry deve se mover para o interior, segundo o NHC.

    A ameaça de grandes enchentes do rio Mississippi, historicamente alto, parece ter passado, mas a tempestade ainda pode trazer inundações perigosas e tempestades às regiões costeiras a sudoeste de Nova Orleans e a Baton Rouge e Lafayette devido à sua natureza "desequilibrada" e velocidade lenta.

    "A chuva continua a ser o principal perigo, ainda estamos olhando para 10 a 15 polegadas de chuva com a possibilidade de maiores quantidades isoladas", disse o governador da Louisiana, John Bel Edwards, em entrevista coletiva. "Faltas de energia serão significativas, na verdade elas já são significativas em algumas áreas do Estado."

    O rio Mississippi subiu na sexta-feira à noite em Nova Orleans a pouco menos de 17 pés (5,18 metros), , de acordo com o Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, muito abaixo da previsão inicial de 20 pés, o que seria próprio do nível dos diques.

O rio deve chegar de novo a 17 pés na segunda-feira, por causa das esperadas chuvas.

    A água passou por cima de um "dique traseiro" na Paróquia de Plaquemines, ao sul de Nova Orleans, em Myrtle Grove, um empreendimento de casas sobre palafitas, com lanchas que ficam no canal, mas isso era esperado, disseram as autoridades.

    "Podemos dizer agora que os rios certamente não cobrirão os diques em qualquer lugar do Mississippi", disse Edwards.

    O presidente norte-americano, Donald Trump, decretou estado de emergência na Louisiana na sexta-feira, liberando assistência contra desastres se necessário.

        Autoridades pediram que os cidadãos de Nova Orleans protejam suas casas e estoquem mantimentos. Alguns moradores, contudo, optaram por deixar a cidade, e autoridades turísticas reportaram um abrupto êxodo dos visitantes durante a sexta-feira.

    As retiradas obrigatórias foram ordenadas em áreas costeiras periféricas além da proteção de diques nas paróquias vizinhas de Plaquemines e Jefferson.

    O aeroporto de Nova Orleans disse no Twitter que todos os voos de ida e volta no sábado foram cancelados.

    "Neste momento, a maioria das companhias aéreas ainda planeja retomar as operações normais amanhã, contanto que o tempo permita", afirmou.    

    KATRINA

    Barry foi visto como um teste de defesa contra as inundações reforçadas desde o furacão Katrina, que deixou grande parte de Nova Orleans submersa e matou cerca de 1.800 pessoas em 2005.

    A rede de água e esgoto da cidade, que opera as bombas projetadas para purgar ruas e os escoadouros de excesso de água, estava esperando entre 6 e 12 polegadas de chuva, abaixo de 20 polegadas ou mais em algumas previsões anteriores.

    Bombas da cidade podem lidar com a remoção de cerca de meia polegada de chuva por hora.

    "O que importa agora é o quão rápido vem", disse Richard Rainey, porta-voz da agência.

    "Enquanto o movimento da tempestade para o oeste é um sinal promissor de que o impacto de Barry em Nova Orleans pode ser menor do que o previsto, não estamos baixando a guarda", disse.

    Em toda a cidade, os motoristas estacionavam carros nas faixas medianas levantadas das estradas, esperando que a elevação extra os protegesse de danos causados ​​pelas inundações. Os sacos de areia estavam empilhados diante de hotéis, lojas e outros negócios ao longo da Canal Street.

    O gabinete do xerife disse que dezenas de presos mantidos sob acusações menores foram liberados para dar espaço a quase 70 detentos transferidos de uma prisão temporária para o centro de detenção principal, que foi construído para resistir a um grande furacão.

(Reportagem de Collin Eaton e Kathy Finn; reportagem adicional de Gabriella Borter em Nova York e Rich McKay em Atlanta)    

De manhã, moradores de Nova Orleans (EUA) se fecharam em casa à espera de furacão Barry

NOVA ORLEANS (Reuters) - A tempestade tropical Barry, pronta para ser o primeiro furacão do Atlântico em 2019, se aproximava cada vez mais da costa da Louisiana no sábado de manhã, enquanto a maioria dos residentes de Nova Orleans se reunia em casa ou em bares, preparando-se para a ameaça de inundações severas.

    A tempestade chegou perto da força do furacão por volta das 7 da manhã, hora local, acumulando ventos máximos sustentados de 70 milhas por hora (115 km/h). Ela estava em vias de atingir a força dos furacões pouco antes de cruzar a costa da Louisiana, a sudoeste de Nova Orleans, informou o Serviço Nacional de Meteorologia.

    As previsões de que fosse atingir o solo foram adiadas do nascer do sol para o final da manhã ou início da tarde, enquanto a tempestade se arrastava pela costa do golfo a cerca de 5 km/h, informaram os meteorologistas do Centro Nacional de Furacões no início do sábado.

    Autoridades instaram os cidadãos a garantir propriedade, estocar provisões e abrigar no local. No entanto, alguns moradores nervosos optaram por fugir da cidade, e autoridades do turismo relataram um abrupto êxodo de visitantes de fora da cidade na sexta-feira.

    As retiradas obrigatórias foram ordenadas em áreas costeiras periféricas além da proteção de diques nas paróquias vizinhas de Plaquemines e Jefferson, ao sul da cidade.

    Chuvas já estavam atingindo a costa antes do amanhecer, e mais de 62 mil residências e empresas na Louisiana ficaram sem energia às 7h, horário local, de acordo com o site de rastreamento PowerOutage.us.

    Meteorologistas alertaram que chuvas torrenciais - até 60 cm em alguns lugares - poderiam causar inundações severas à medida que a tempestade se desloca para o interior do Golfo do México, onde as operações de petróleo e gás já reduziram a produção em quase 60%.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou estado de emergência para a Louisiana na sexta-feira, liberando assistência federal contra desastres, se necessário.

    A iminente tempestade poderia testar as defesas de inundação reforçadas desde a calamidade de 2005 do furacão Katrina, que deixou grande parte de Nova Orleans submersa e matou cerca de 1.800 pessoas.

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  • Tempestade tropicar Barry se aproxima da costa da Louisiana, 12/07/2019 NOAA/Handout via REUTERS

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Tempestade tropicar Barry se aproxima da costa da Louisiana, 12/07/2019 NOAA/Handout via REUTERS
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Fonte: Reuters

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