La Niña atinge auge e deve durar todo o semestre, dizem EUA

Publicado em 07/01/2011 07:22 e atualizado em 07/01/2011 08:16 980 exibições
O fenômeno climático La Niña está perto de seu auge e durará até o fim do primeiro semestre, com a ameaça de expandir a seca nas Américas e levar mais chuvas excessivas à Austrália, disse o Centro de Previsões Climáticas (CPC) dos Estados Unidos na quinta-feira.

O CPC, uma agência da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos EUA, disse que o fenômeno La Niña "está agora perto de seu ponto mais alto e a previsão é de que dure até a primavera de 2011 no hemisfério norte, com uma intensidade menor."

La Niña, um fenômeno inverso ao El Niño, causa o esfriamento anormal das águas do oceano Pacífico equatorial, provocando transtornos nos padrões climáticos ao longo da região da Ásia e o Pacífico.

Chuvas relacionadas ao La Niña levaram a Austrália a registrar em 2010 seu terceiro ano mais úmido da história, enquanto que o fenômeno inspirou temores de secas nas zonas cerealistas no sul dos Estados Unidos, além de Brasil e Argentina. O El Niño produz o efeito contrário.

O CPC disse que a principal pergunta é até quando durará o La Niña e acrescentou que "persiste uma incerteza considerável sobre se o fenômeno persistirá até o verão no hemisfério norte (segundo semestre)."

Se o La Niña durar até o verão boreal, poderá provocar uma série de furacões na vulnerável zona petrolífera do Golfo do México. O La Niña estimularia a formação de tempestades porque suprime os ventos que, em geral, desfazem as tempestades nas bacias atlântica e caribenha.

O CPC disse que o impacto do La Niña nos EUA inclui chuvas superiores à média no Noroeste Pacífico, que depende de fontes hidrelétricas, e um maior acúmulo de neve nas montanhas rochosas do norte, nos Grandes Lagos e no vale de Ohio.

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Fonte:
Reuters

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