Feijão, por Ibrafe: MAPA exige uso de sementes certificadas. Quem pagará a conta?
O Brasil teve vários eventos ontem para celebrar o Dia Internacional do Feijão ou dia Internacional das Pulses. Talvez a melhor síntese de tudo que está sendo feito no setor seja este material do Notícias Agrícolas. Perceba para onde o mercado está caminhando e não perca o bonde da história. Sim, rastreabilidade não depende de querer, seja ela para soja ou para Feijão.
Se você usar a semente pirata, ou a sacaria branca, para ser menos agressivo, terá problemas em breve. O MAPA vai desencadear um forte incentivo a denúncias aliado à multas tão doloridas quanto em resíduos. Isso significa que chegou a hora de largar para lá o plantio de Feijão? Certamente que não. Alguém pagará a conta e, queira ou não, seremos nós, sempre que consumirmos. Queremos pesquisa, sim, alguém paga por isso.
Queremos, como consumidores, rastreabilidade. Alguém vai pagar por isso. Lives de ontem, como a da CNA, foram marcantes, quando os adidos mencionaram a potencialidade para as Pulses e o nosso Pulse mais produzido é o Feijão. E ele irá trazer muitos bons resultados. Digo isso com a mesma certeza de quando trouxe o termo Pulse para o Brasil, quando comecei a falar que o Brasil exportaria Mung, que exportaríamos Feijão-preto, Rajado e Vermelho. Que quem entrasse neste mercado não se arrependeria e agora acredito que temos chance de ver os Feijões com bons preços nos mercados internacionais e doméstico.
Teremos momentos de preços baixos, mas serão momentos seguidos de períodos que deixarão em pé de igualdade, se não melhor, em resultado líquido, do que outras culturas.
Mercado: O mercado está calmo, mas mantendo os níveis de R$ 350 para o Feijão-preto e R$ 290/300 para o Feijão-carioca. Nada diferente do que já esperávamos. Muita calma nesta hora.
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