Ibrafe: O que é faltar Feijão-carioca no final do ano?
Vários cerealistas, corretores e jornalistas manifestaram surpresa e dúvidas com esta minha afirmação dias atrás. Em primeiro lugar, a ideia era tranquilizar quem está pensando em plantar ainda a terceira safra ou a primeira safra do ano que vem. Afinal, venderá bem se plantar, pois não virá nada importado de Feijão-carioca. A diminuição do Imposto de Importação terá efeito zero nos preços, pois não se planta o Feijão-carioca em nenhum outro lugar do mundo. O artigo deixou claro que ficará caro, ou seja, não acabará no sentido estrito da palavra, mas não terá Feijão voltará a um valor na média histórica de novembro US$ 50,89, dezembro US$ 47,59 e janeiro, que é US$ 48,73. De onde vem esta conclusão? A terceira safra a ser colhida desde agora com pico em agosto e setembro virá menor em área e a produtividade não será, por mágica, a melhor de todos os tempos de uma hora para outra, saltando de 1345 quilos por hectare na média dos últimos anos para 1609 quilos ou seja 20% acima em 2022 como prevê a CONAB. Sim os preços tendem de agora até setembro, outubro a se acomodar em níveis mais baixos do que esta agora. Ocorre que há grande chance de que o "cobertor fique curto" no final do ano e dai a conclusão que haverá oferta novamente abaixo da demanda, gerando boa oportunidade para quem produzir.
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