Preço do suíno vivo na China já começou a subir em junho

Publicado em 22/06/2020 14:19 1382 exibições
Segundo do relatório do Rabobank, após queda nos valores entre março e maio, junho deve ter preços mais altos; demanda pela proteína deve aumentar no 2º semestre

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De acordo com relatório do Rabobank sobre a atualização global dos impactos da Peste Suína Africana (PSA) no mercado de proteína animal, aponta para preços mais altos para o suíno vivo no mês de junho. Conforme o estudo, na maior parte dos casos, o preço do suíno vivo deve flutuar entre CNY 28/kg e CNY 32/kg. 

O site Cofeed informou que na última semana (15 a 19 de junho), o índice médio de preços dos suínos é CNY 34,68/ kg em todo o país, um aumento de 7,20% em relação à sexta-feira anterior (12), e avanço de 102,10% em se comparado ao mesmo período do ano apssado.

Os preços do suíno vivo e da carne suína caíram na China entre março e maio, segundo o Rabobank, enquanto os preços dos leitões têm diso mais resistentes. O preço do animal vivo caiu para CNY 25/kg na metade de maio, valor próximo ao custo de perodução em algumas fazendas, causando pânico nas vendas por um curto período.

Os preços mais fracos são reflexo, em maior parte de uma demanda mais fria, o que começou a se recuperar no dinal de maio. Os esforços do governo chinês para baixar os preços, com medidas, por exemplo, de leiloar carne suína das reservas estatais, também contribuíram para este cenário. 

A expectativa para junho é de preços mais altos, à medida que a demanda se recupere com mais força. Entretanto, esforços governamentais para garantir a segurança alimentar e garantir preços mais acessíveis não devem aumentar substancialmente. Na maior parte dos casos, o preço do suíno vivo deve flutuar entre CNY 28/kg e CNY 32/kg. 

Na semana entre os dias 15 e 19 deste mês, a margem de criação de leitões comprados foi de CNY 1494,73 por cabeça em todo o país, um aumento de 22,70% em relação ao dia 12, e de 2505,50% no comparativo com o período em 2019.

O consumo de proteína animal foi mais fraco no primeiro semestre de 2020, devido ao fechamento das cadeias de foodservice e dos mercados de produtos frescos. Desde março, os preços no varejo das demais proteínas ficaram mais frouxos, enquanto os do frango tiveram grande queda.

A perspectiva do Rabobank é de que o consumo aumente no segundo semestre do ano, com a reabertura da cadeia de foodservice e recuperação da demanda institucional. Enquanto isso, o alto índice de desemprego, a falência de vários restaurantes e a baixa renda da população podem restringir o consumo de proteínas animais mais caras.

Somado a isso, no caso das aves, a demanda provavelmente será mais lenta para se recuperar do que a oferta. Esses fatores indicam que os preços devem ficar pressionados, ainda que suportados por um estoque de carne suína menor e recuperação da demanda. 

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Por:
Letícia Guimarães
Fonte:
Notícias Agrícolas

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