FAO: Preços globais dos alimentos sobem, mas carnes continuam sendo exceção
O acompanhamento mensal da FAO aponta que em agosto passado os preços globais dos alimentos mantiveram o ritmo ascendente iniciado em junho. Nas palavras do órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, foram influenciados por uma demanda mais firme e um dólar mais fraco.
Em agosto o Índice FAO de Preços dos Alimentos (FPPI na sigla em inglês) registrou aumento mensal de 1,95% e de 2,24% em 12 meses, atingindo a marca dos 96,1 pontos (2014/16 = 100 pontos). Obteve, assim, o melhor resultado desde fevereiro passado, mas no ano permanece com uma redução próxima de 5% (cerca de 101 pontos em dezembro/19).
A maior influência para o aumento de agosto veio do açúcar (+6,7% em um mês) e dos óleos vegetais (+5,95%). Mas os cereais também contribuíram. E embora tenham aumentado menos de 2% no mês, registraram incremento anual de 7%.
Conforme a FAO, o incremento observado no mês foi liderado pelos grãos forrageiros. O sorgo, puxado pelas importações chinesas, aumentou perto de 9% no mês e mais de 33% em um ano Por sua vez o milho aumentou 2,2%, refletindo a preocupação do mercado com uma possível quebra na safra americana (Iowa, particularmente).
As carnes, na verdade, não registraram queda de preço pois, na prática, mantiveram-se estáveis em comparação a julho (aumento de apenas 0,12%). Mas permanecem com um preço quase 9% inferior ao de um ano atrás, como resultado de uma menor demanda pelas carnes bovina, de frango e ovina. Ou seja: teria ocorrido novo decréscimo não fosse a sede chinesa pela carne suína.
Notar que em agosto, pela primeira vez neste ano, as carnes não registraram queda de preço. Mesmo assim se encontram mais de 12% abaixo do valor alcançado em dezembro de 2019.
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